Brasil pode voltar ao top 10 das maiores economias em 2023, diz Austin Rating

De acordo com um estudo recente da Austin Rating, agência brasileira de classificação de risco de crédito, o Brasil poderá estar novamente entre as 10 maiores economias do mundo ainda em 2023.

 

As projeções da agência são que o Brasil tenha um avanço de 2,4% do PIB neste ano — acima do que espera o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Nesse sentido, a estimativa é que o PIB brasileiro atinja US$ 2,081 trilhões, já que segue em ritmo de crescimento pelo oitavo trimestre consecutivo.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil cresceu 0,9% no segundo trimestre ante os três primeiros meses deste ano — o que já colocou o país no 7º posto global para o período, empatado com a Romênia. 

 

O ranking do segundo trimestre foi liderado pelo Japão, com PIB 1,5% mais alto que no trimestre inicial do ano, seguido por Eslovênia e Taiwan (1,4%), Costa Rica e Turquia (1,3%) e Malásia (1,0%).

 

Dessa forma, o crescimento da economia brasileira no período de abril a junho superou a média global de 0,5% e a média do G7, de 0,7%. Na Zona do Euro, o crescimento no período também foi menor que o brasileiro, de 0,3%.

 

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o Brasil precisa continuar fazendo a lição de casa. Isto é, aprovando as medidas necessárias, como já vem acontecendo com o novo marco fiscal, avançando na reforma tributária, trazendo a continuidade da queda de juros e mostrando um equilíbrio maior nas questões institucionais, “para assim resgatar a confiança de empresários e investidores”.

 

“Estamos em um caminho bastante sólido […] e, se de fato o crescimento for em um ritmo maior do que o que projetamos e o real voltar a se valorizar, o Brasil pode inclusive chegar a ocupar a 8ª colocação em 2023”, conclui o economista.

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