Microrredes permitem a gestão inteligente da energia elétrica das empresas

A capacidade de rastrear o consumo permite reduzir custos e aumentar a eficiência energética para organizações de diferentes portes e setores de atuação É possível aplicar inovação ao consumo de energia elétrica. É pensando assim que algumas empresas, dos mais variados portes, já vêm recorrendo ao uso das microrredes. Também conhecidas pelo nome em inglês “microgrid”, elas consistem em redes inteligentes, independentes e confiáveis.
São moduláveis, o que permite adaptar às necessidades de cada organização. E proporcionam a integração, a gestão e a otimização do uso dos recursos energéticos, o que leva a eficiência e redução de custos.
“A gestão automatizada permite coletar e processar os dados, utilizando tecnologia”, afirma Julia Rodrigues, gerente de Inovação e P&D da AES Brasil, uma das principais geradoras de energia do País, com portfólio 100% renovável.
“E assim reduzir custos, mas, também, melhorar a confiabilidade do fornecimento, um quesito importante para operações sensíveis a quedas de energia, como principalmente hospitais, frigoríficos e indústrias específicas como a de plástico”. Em caso de queda, o sistema pode identificar cargas não prioritárias e desligá-las, para aumentar o tempo de funcionamento das cargas críticas com base na geração local.
Essa evolução na relação com a eletricidade é possível porque o sistema da microrrede analisa o consumo de energia da empresa e fornece a melhor recomendação para cada momento. Pode sugerir, por exemplo, a otimização do uso da energia renovável, de forma a selecionar o melhor momento para armazenar e o horário ideal para utilizar, de acordo com as tarifas da região.

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Medição e controle em tempo real
Para permitir o acompanhamento do consumo, conectando as diferentes fontes de eletricidade, a microrrede utiliza um software, que pode ser controlado dentro da empresa. Mas, a AES Brasil também oferece esse serviço de gerenciamento. “Oferecemos uma solução completa, que inclui o programa, os equipamentos, o projeto e os serviços de engenharia, implementação e operação”, diz Julia.
A AES Brasil começou a trabalhar no desenvolvimento desse software inteligente para gestão de microrredes em 2016. Agora, está pronta para testar um novo produto, o E+Box. “O projeto é resultado de um investimento de R$ 8 milhões e agora está no estágio de validação com os clientes”, informa a gerente de Inovação e P&D da companhia.
O E+Box é um hardware miniaturizado que coleta os dados de consumo do cliente e envia ao sistema inteligente de gerenciamento de microrredes na nuvem. Ou seja, o que antes precisava de uma sala de controle inteira, agora está concentrado em um equipamento pequeno, fácil de utilizar e instalar. “O cliente não precisa ser especialista em tecnologia para controlar o sistema, que permite captar e gerenciar dados, e ainda abre um canal de comunicação com a AES Brasil, com a possibilidade de disponibilizar ofertas personalizadas”, afirma a gerente.
AES Brasil | microrredes
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RECs
A possibilidade de integrar diferentes fontes de eletricidade utilizando os microgrids permite às empresas iniciar, ou ampliar, investimentos em novas alternativas, como a geração eólica e solar.
Utilizando tecnologias e armazenamento de energia por meio de um banco de baterias, o cliente pode se aproveitar de uma geração mais próxima ao ponto de consumo, e assim obter os ganhos de uma matriz energética mais variada, econômica e sustentável, tanto do ponto de vista financeiro quanto do ambiental.
O aumento da eficiência no uso de fontes renováveis é crucial para garantir o acesso a novos mercados – afinal, muitos fornecedores e clientes estão mais atentos a como a organização utiliza os recursos naturais. A AES Brasil se posiciona como uma provedora estratégica de serviços em condições de emitir certificados de energia renovável, os RECs.
Pioneira no País, em 2017, a AES Brasil recebeu a habilitação para emitir RECs. Após um ano da certificação, em 2018, a companhia comercializou aproximadamente 1 milhão de RECs (968.288), com contratos até 2023, para sete clientes diferentes, dos mais variados segmentos, principalmente multinacionais com políticas globais consolidadas em relação ao consumo de energia renovável. As duas usinas da companhia autorizadas a gerar REC disponibilizam o equivalente ao consumo de energia elétrica de uma cidade de porte de Campinas, por dois anos.
“O REC permite rastrear a origem do consumo, o que é muito importante num cenário em que as ações de ESG são acompanhadas de perto pelos stakeholders e investidores”, explica José Simão, diretor de Planejamento Estratégico e ESG da AES Brasil. “A energia renovável está no DNA da AES Brasil, então disponibilizar REC, de forma pioneira no País, foi um passo natural”.
Entre os clientes está o Bradesco que anunciou a aquisição de mais de 1,4 milhão de certificados de energia renovável em contrato com a AES Brasil. O investimento do banco para a aquisição é de R$ 1,7 milhão, com desembolsos anuais de acordo com a utilização, durante o período de cinco anos.
Para mais informações acesse: www.aesbrasil.com.br

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