BTG vê novo patamar em wealth management e espera captar R$ 10 bi por mês
CEO diz que mudança é resultado de investimentos em B2C digital, na plataforma B2B, com advisers, e na expansão da oferta com novos escritórios em Portugal e nos EUA O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirmou que a captação na área de wealth management do banco mudou de patamar. Nos dois primeiros trimestres de 2020, ela ficou em torno de R$ 10 bilhões por trimestre. Na segunda metade do ano, passou para algo perto de R$ 20 bilhões por trimestre. E no primeiro trimestre deste ano chegou ao nível de R$ 33 bilhões.
“Sim, mudamos de patamar. Isso é resultado de todos os investimentos que fizemos em B2C digital, na plataforma B2B, com advisers, expansão da oferta de wealth management com novos escritórios em Portugal e nos EUA. Deve ficar em torno de R$ 10 bilhões por mês, um pouco mais, um pouco menos”, comentou o executivo nesta terça-feira em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre. Ele lembrou ainda que em breve o BTG deve começar a consolidar os resultados da Necton, o que tende a aumentar ainda mais esse inflow.
Sallouti afirmou também que, na área de asset management, as captações (net new money) têm subido há cinco trimestres seguidos e que tudo isso é resultado da estratégia do banco nos últimos anos. Ele reforçou que o BTG tem um balanço robusto que permite continuar a agenda de crescimento. “Tivemos um trimestre de forte geração de resultado, em todas as áreas, com o motor funcionando com todos os cilindros em potência máxima”, comentou o diretor financeiro do BTG, João Dantas.
Sallouti afirmou que, após anos perseguindo um resultado mais equilibrado entre suas diversas linhas de negócio, finalmente o BTG conseguiu atingir esse equilíbrio. No primeiro trimestre, o pilar de asset e wealth management respondeu por 20% da receita, sales & trading por 29%, corporate & SME lending por 20%, investment banking por 17% e principal investments e participations por 13%.
“Esse equilíbrio, com cada área respondendo por em torno de 20%, deve continuar, talvez com um crescimento maior nas franquias de clientes”, explicou.
O BTG também disse que a área de consumer banking tem dado resultados muito positivos. O banco não abre o número de clientes, mas Dantas explicou que “milhares” já possuem conta corrente e que a instituição está começando agora uma campanha de marketing focada nisso. Eles também não deram números de cartões de crédito emitidos, mas disseram que os gastos por cliente devem ser superiores à média dos grandes bancos e de rivais como Nubank.
“A área de B2C está começando a acelerar. Quando a gente só tinha produtos de investimentos, éramos mais cautelosos sobre os segmentos que a gente atacava, mas agora que temos os serviços de banking podemos expandir a base de clientes que a gente mira, porque temos mais produtos para monetizar o CAC [custo de aquisição de cliente], então isso vai acelerar. Todos os meses têm sido recordes em inflow, abertura de conta”, explicou Dantas.
O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti
Claudio Belli/Valor

