Lucro do BNDES atinge R$ 9,8 bi no 1º trimestre, alta de 78%
A instituição detalhou que o resultado positivo foi impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 78% ante mesmo período do ano passado. O banco divulgou nesta quinta-feira (13) a informação em comunicado sobre desempenho da instituição.
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No informe, o BNDES detalhou que o resultado positivo foi impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira.
Já o produto de intermediação financeira do BNDES atingiu R$ 4,4 bilhões, aumento de 7,8%, no primeiro trimestre desse ano, em comparação ao primeiro trimestre de 2020. A receita com operações de crédito e repasses aumentou 10,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020, chegando a R$ 9,2 bilhões, informou o banco.
No comunicado, a instituição informou ainda que os desembolsos no primeiro trimestre tiveram alta de 35%, totalizando R$ 11,3 bilhões. Desse total, 46% (R$ 5,2 bilhões) foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e 49% (R$ 5,6 bilhões) ao setor de infraestrutura, informou o banco.
Ainda de acordo com o banco, no balanço do primeiro trimestre de 2020, foi registrada provisão de R$ 1,7 bilhão, influenciada por revisão dos ratings dos setores mais afetados pela pandemia da covid-19.
Em seu comunicado, o BNDES detalhou ainda que, mesmo excluídos os eventos extraordinários, como vendas das ações e o provisionamento para risco de crédito, por exemplo, o resultado recorrente do BNDES foi positivo em R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de 2021, estável em comparação ao mesmo período de 2020.
Ativos
Segundo ainda o informe dos resultados do banco, o ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 737,2 bilhões em 31 de março de 2021. O volume do ativo, pontuou a instituição, é 5,3% menor (diminuição de R$ 41,1 bilhões) ante mesmo trimestre no ano passado.
De acordo com o banco, a redução foi causada, principalmente, por pagamento antecipado de R$ 38 bilhões ao Tesouro Nacional, e também à desvalorização da carteira de participações societárias em função de oscilações dos papéis no mercado financeiro.
A carteira de crédito e repasses, líquida de provisões, de acordo com a instituição, totalizou R$ 446,1 bilhões, representando 60,5% dos ativos totais em 31 de março de 2021 e se mantendo no mesmo patamar de 31 de dezembro de 2020.
Já a inadimplência de pagamentos de empréstimo acima de 90 dias, referência para setor bancário, se manteve em patamar baixo, no entendimento do banco. Esse indicador passou de 0,01% em 31 de dezembro de 2020 para 0,04% em 31 de março de 2021, aquém da inadimplência do Sistema Financeiro Nacional, de 2,19% em 31 de março de 2021, segundo informações do BNDES.
A carteira de participações societárias, por sua vez, totalizou R$ 61,5 bilhões em 31 de março de 2021. A posição representa queda de 21,1% no trimestre, devido às alienações de ações, de R$ 12,6 bilhões no período, notadamente Vale e Klabin — além da desvalorização dos investimentos em não coligadas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.
O total de fontes de recursos financeiros do BNDES fechou o primeiro trimestre em R$ 668 bilhões, inferior aos R$ 698,5 bilhões no encerramento de 2020. O patrimônio líquido do banco, por sua vez, atingiu R$ 113,9 bilhões em 31 de março de 2021, estável ante saldo de R$ 113 bilhões em 31 de dezembro de 2020, pontuou o banco.
Na prática, detalhou o BNDES, o ajuste negativo de avaliação patrimonial, líquido de tributos, de R$ 8,9 bilhões, compensou parcialmente o lucro líquido de R$ 9,8 bilhões observado no primeiro trimestre de 2021.
Já o patrimônio de Referência totalizou R$ 190,1 bilhões em 31 de março de 2021, ante 194,5 bilhões em 31 de dezembro de 2020.

