Venda de usados InstaCarro recebe aporte de R$ 119 mi e mira expansão digital

Mais de 11 milhões de automóveis seminovos e usados foram vendidos em 2020 no Brasil. Um dos motivos que levou à valorização desses veículos está diretamente relacionado com a pandemia de COVID-19: faltam componentes para montar carros novos. Startup mexicana de carros usados chega ao Brasil e quer investir R$ 2,5 bilhões Sete startups brasileiras estão em Top 10 de unicórnios latinos. Nubank lidera Mercado Bitcoin é o 1° unicórnio cripto latino após aporte de US$ 200 milhões Essa movimentação tem feito empresas do segmento investirem no país. A startup InstaCarro, por exemplo, anunciou nesta quarta-feira (4) um aporte de US$ 23 milhões (cerca de R$ 119 milhões). Os recursos serão usados em expansão, tecnologia e lançamento de vendas entre pessoas físicas. Luca Cafici, que fundou a InstaCarro em 2015, diz que o segmento é pouco amigável. “As pessoas ainda sofrem em busca de uma experiência rápida, segura e transparente.” -CT no Flipboard: você já pode assinar gratuitamente as revistas Canaltech no Flipboard do iOS e Android e acompanhar todas as notícias em seu agregador de notícias favorito.- Imagem: Reprodução/Envato/twenty20photos No aspecto da expansão, a InstaCarro já abriu um centro de inspeção em Curitiba, e chegou digitalmente a Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Goiânia, Joinville, Rio de Janeiro e Santos. “Metade dos nossos clientes está vendendo o carro para adquirir outro. Acreditamos que as pessoas estão cada vez mais dispostas a fazer essa compra pela internet”, diz Cafici. Sexto mercado mundial Para criar a empresa, Cafici se inspirou na russa CarPrice. Ele escolheu o Brasil porque o país é um dos maiores mercados do mundo: segundo a Focus2move, o Brasil está em sexto lugar no emplacamento de automóveis, atrás de China, EUA, Alemanha, Índia e Japão. Quando o assunto são os seminovos, a Kavak estima que o país vá para a terceira posição, atrás apenas de China e EUA. Depois que o interessado em vender um carro seminovo ou usado se cadastra na InstaCarro, a startup faz a avaliação física do veículo — em um dos centros de inspeção na cidade de São Paulo ou com um avaliador treinado que vai à casa do cliente. O automóvel é, então, fotografado e colocado em um leilão online. Imagem: Reprodução/Pexels/Malte Luk A plataforma tem 4 mil lojistas cadastrados. Eles enviam propostas pelo veículo e a startup repassa as melhores opções ao cliente. Se ele aceitar, a empresa cuida da documentação, do pagamento e do transporte do automóvel. “O guincho busca o veículo e o cliente recebe o pagamento. Só então cobramos uma comissão [de 3% a 6%] do lojista”, explica Cafici. Empresas concorrentes, como a Volanty e a Kavak, têm um modo de atuação diferente. Elas mesmas compram os carros dos proprietário e depois os revendem para outras pessoas físicas. Na InstaCarro, os benefícios para o dono do veículo incluem a segurança, a comodidade e o leilão de preços. “A negociação conosco melhora a experiência e evita fraudes”, pondera. “O usuário faz todo o processo de casa e, como há várias lojas, o preço de venda aumenta. Lojas especializadas pagam mais porque sabem como vender garantindo a margem.” Já para os lojistas, o benefício é encontrar rapidamente o modelo desejado.  Com o aumento na procura por esses automóveis, muitos proprietários se animaram a vender seus veículos. Para Cafici, eles estão certos. “Agora é o momento de vender. Comprar, talvez no ano que vem”, recomenda.  Mais de US$ 56 milhões Imagem: Divulgação Em 2017, a InstaCarro já havia captado US$ 30 milhões. Com o novo aporte, o total obtido atinge US$ 56,5 milhões. Entre os investidores estão o FJLabs (que já havia participado da operação anterior), o J Ventures, o Rise Capital, o All Iron Ventures e o Big Sur. Desde sua fundação, a startup movimentou mais de R$ 1 bilhão. O tíquete médio de venda é de R$ 40 mil e, no primeiro semestre de 2021, a média de crescimento mensal da companhia foi de 10%. Cafici quer atingir as 25 mil transações por mês. “É nosso objetivo para os próximos anos”, diz. A referência para esse volume são empresas americanas que detêm entre 2% e 3% do mercado de comercialização de automóveis. A startup não divulga o número atual de operações mensais. Leia a matéria no Canaltech. Trending no Canaltech: Protótipo de moto voadora faz sua primeira decolagem. veja como foi Golpe do boleto volta repaginado usando dados coletados em megavazamentos Lista revela 10 celulares mais poderosos de julho com Xiaomi na liderança Revelado o mecanismo por trás do aquecimento da atmosfera de Júpiter Vida além da Netflix: tenha um pacote completo de streaming por menos de R$ 100

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