Itaú Unibanco está em contagem regressiva para o spin-off das ações da XP, destaca Safra
De acordo com os analistas, ITUB4 tem recomendação de compra, com preço-alvo a R$ 38 por ação Assembleia sobre incorporação da XPart pela XP será em outubro
Getty Images
A Itaúsa, holding brasileira de investimentos de capital aberto, divulgou fato relevante informando que, no dia 1º de outubro, será realizada assembleia geral para deliberar sobre a incorporação da XPart (empresa que atualmente detém ações da XP do Itaú Unibanco) pela XP. O tema recebeu tratamento especial em relatório da Safra Corretora divulgado na segunda-feira (23).
“Embora esperada, a notícia é positiva, pois deve desbloquear valor para o Itaú. Vemos o Itaú sendo negociado atualmente a 10,6 vezes P/L (Preço/Lucro) e 1,9 vez P/VPA (Preço sobre Valor Patrimonial por Ação). Após essa cisão, os múltiplos do Itaú devem cair para aproximadamente 8,6 vezes, o que está em linha com o Santander Brasil (P/L a 8,8 vezes) e com um prêmio sobre o Bradesco (P/L a 7,8 vezes)”, diz o documento assinado por Luis Azevedo e Silvio Dória.
O Safra reitera a recomendação de compra para ITUB4, com preço-alvo a R$ 38/ação (e R$ 33 após a cisão). A indicação de compra também se estende para Itaúsa, com preço-alvo a R$ 14,50/ação da ITSA4.
De acordo com o relatório, caso a incorporação seja aprovada, os acionistas controladores do Itaú (IUPAR e Itaúsa) receberão ações classe A da XP e os demais acionistas receberão BDRs nível I (ticker XPBR31). Além disso, se a fusão for aprovada, a IUPAR e a Itaúsa passarão a fazer parte do acordo de acionistas da XP, podendo indicar membros para o Conselho de Administração e Conselho Fiscal da XP.
A relação de troca será de 43,3128323 compartilhamentos XPart a serem trocados por 1 compartilhamento XP (ou BDR). Portanto, assumindo o último preço de fechamento da ação XP na Nasdaq antes da divulgação do relatório, o valor potencial da cisão representaria R$ 5,60/ação do Itaú.
“Ressaltamos que a Itaúsa inicialmente manterá ações da XP em seu portfólio (e fará parte do acordo de acionistas da XP), representando 15,07% do capital total da XP. Os estoques da XP devem representar aproximadamente 16,5% do NAV (valor líquido do ativo) da Itaúsa, enquanto Itaú (excluindo XP) deve representar aproximadamente 72% do NAV da Itaúsa. A Itaúsa também tem um acordo de bloqueio com a XP para manter suas ações até 30 de outubro de 2021”, destacam os analistas.
Para a XP, os especialistas acreditam que pode haver pressão excessiva sobre as ações da empresa após a cisão (já que alguns dos detentores de Itaú no Brasil podem não ser autorizados a ter BDRs).
Atualmente a Safra Corretora não tem cobertura para XP, mas o preço-alvo médio do consenso da Bloomberg é de US$ 54,42 (representando 21% de alta em relação ao último preço de fechamento, de US$ 45,1), que está abaixo do potencial de alta atual para o Itaú esperado pelos analistas do Safra.
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