35% da Geração Z brasileira compra criptomoedas, aponta estudo
Chamados de “nativos digitais”, os jovens entre 13 e 24 anos de hoje, que compõem a Geração Z, demonstram grande interesse em criptomoedas. De acordo com uma nova pesquisa da Yubo, rede social de live streaming e vídeo voltada para essa faixa etária, 35% dos adolescentes e jovens adultos brasileiros compram ou já compraram moedas digitais. Contudo, metade dos participantes não acreditam que elas sejam tão confiáveis quanto dinheiro tradicional.
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Criptomoedas (Imagem: WorldSpectrum/Pixabay)
O Brasil vem se demonstrando um mercado cada vez mais aberto às criptomoedas de uma maneira geral. Naturalmente, os jovens mais familiarizados com a tecnologia são particularmente atraídos para formas digitais de dinheiro. Assim, o país já ocupa a 16ª posição entre os que mais utilizam moedas e ativos digitais no mundo todo, com quase 3 milhões de usuários, de acordo com dados da plataforma Crypto.com.
Segundo a CEO da Yubo, Sacha Lazimi, os jovens estão cada vez mais cientes do valor do dinheiro e abertos a suas novas formas. “Seu gosto pela inovação e facilidade de interação online os tornam muito abertos a criptomoedas e moedas virtuais. Eles estão muito confortáveis com isso e podemos ver que esse uso está evoluindo e não se limita mais às transações do mercado de ações. Eles integram isso em sua vida cotidiana”, disse em comunicado à imprensa.
Sua conclusão é embasada na recente pesquisa realizada pela Yubo. A plataforma questionou aleatoriamente 1269 jovens brasileiros de 13 a 24 anos entre os dias 07 e 08 de agosto. O estudo destaca que existem ao menos cinco motivos para que a Geração Z esteja negociando criptomoedas e aplicando seu dinheiro em ativos digitais: investimento a longo prazo, substituição monetária, confiabilidade, expectativas futuras e uso cotidiano.
Criptomoedas são vistas principalmente como investimento
A Yubo descobriu que, dos mais de mil jovens questionados, 35% deles já compra ou comprou criptomoedas em algum momento. Desse percentual, 25% as compram com expectativa de lucrar muito conforme elas se valorizam, enquanto 12% vê na tecnologia uma forma mais fácil de investimento e 10% se deixou levar e adquiriu alguma moeda digital por estar “na moda”. Metade dos entrevistados afirmaram que já conheciam o universo cripto e 25% deles possuem bitcoin (BTC), ether (ETH) ou hathor (HTR).
Jovens acreditam que criptomoeda é “moeda do futuro”
Os achados também contemplam as expectativas que esses jovens têm sobre a evolução dessa tecnologia. 45% dos questionados acreditam que as criptomoedas substituirão o dinheiro tradicional em algum ponto. Além disso, metade deles também entendem que uma moeda digital é tão confiável quanto a fiduciária. O maior consenso é de que elas são o futuro da economia, conforme indicado por 75% dos entrevistados.
26% da Geração Z brasileira vê uso prático e cotidiano
Outro olhar interessante que a Geração Z tem sobre formas digitais de dinheiro é o seu uso prático e cotidiano. 35% dos questionados disseram que gostariam de receber salários em criptomoedas, enquanto 38% ainda preferem moedas tradicionais. Mas o mais interessante é que um percentual considerável dos participantes da pesquisa já usam moedas digitais para transações e pagamentos.
Do percentual de jovens que possuem algum tipo de criptomoeda, 11% disseram que já compraram jogos, filmes e aplicativos com elas, 3% as usam para assinaturas, 2% as custeiam despesas escolares, 1% pagam por serviços em nuvem e outro 1% por produtos como eletrodomésticos e eletrônicos. Por fim, 8% afirmaram que as usam para outras finalidades.
35% da Geração Z brasileira compra criptomoedas, aponta estudo

