Banco Central Europeu reduz suporte, mas não sinaliza fim do estímulo

Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa, da Reuters – O Banco Central Europeu (BCE) reduzirá ligeiramente suas compras de títulos de emergência ao longo do próximo trimestre, disse a autoridade monetária nesta quinta-feira (9), dando um passo simbólico para desfazer a ajuda econômica de emergência que sustentou o bloco durante a pandemia.

No entanto, o movimento foi modesto e o BCE não deu nenhum sinal de seu próximo movimento, incluindo como desfazer o Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP) de 1,85 trilhão de euros, que manteve os custos de empréstimos baixos para governos e empresas.

Sob o PEPP, o BCE vai comprar títulos a um ritmo moderadamente menor nos próximos três meses do que os 80 bilhões de euros por mês que comprou nos dois trimestres anteriores.

O Conselho julga que condições favoráveis de financiamento podem ser mantidas com um ritmo moderadamente mais lento de compras de ativos sob o Programa de Emergência da Pandemia do que nos dois trimestres anteriores, disse o BCE em comunicado.

Nos últimos dois trimestres, o banco comprou cerca de 80 bilhões de dólares em dívida por mês. O BCE não deu um número para os próximos três meses, mas analistas previam antes da reunião que as compras cairia para entre 60 bilhões e 70 bilhões de euros.

Destacando a cautela das autoridades, o banco também manteve a antiga promessa de aumentar o estímulo se os mercados e as condições de financiamento exigirem.

O banco acrescentou que comprará títulos com flexibilidade, de acordo com as condições de mercado, procurando evitar um aperto nas condições de financiamento incompatível com seu objetivo de inflação.

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