Fitch corta rating do banco BS2 para B, prevê resultados pressionados até 2022

Por Aluisio Alves, da Reuters – A agência de classificação de risco Fitch cortou nesta quarta-feira (29) o rating de longo prazo em moeda estrangeira do banco mineiro BS2, de B+ para B, removendo uma observação negativa, mas atribuindo perspectiva negativa à nota.

O BS2 (ex-Banco Bonsucesso), banco médio fundado pela família Pentagna Guimarães, é especializado em varejo e PMEs e anunciou em junho a compra da fintech Weel, com planos de se tornar a maior do país em antecipação de recebíveis para pequenas e médias empresas (PMEs) até 2023.

A decisão da Fitch revela os desafios dos bancos de médio porte brasileiros que tentam manter a rentabilidade enquanto perseguem planos ambiciosos de expansão, competindo com novos entrantes apoiados com volumes robustos de recursos de grandes investidores.

O rebaixamento dos ratings do BS2 reflete as frequentes mudanças em sua estratégia de negócios e os desafios em termos de execução, afirmou a Fitch no relatório, citando ainda a deterioração do perfil financeiro do banco, após a implementação da plataforma de digital em 2019.

Além disso, o BS2 não tem sido capaz de reverter a tendência negativa em seus indicadores de rentabilidade e capitalização, acrescentou a Fitch, mencionando indicadores de capitalização relativamente baixos e lucro pressionado, o que seria um risco para sua estratégia de longo prazo.

Após 2,5 anos construindo sua plataforma de digital banking, o BS2 decidiu em 2021 reposicionar sua franquia e estratégia.

Para a Fitch, a execução da nova estratégia é desafiadora, já que a unidade digital do banco de varejo agora atua como obstáculo para o lucro, e também pelo nível de capitalização, com o índice de capital de nível 1 em 10%.

Após ter tido prejuízo em 2020, o BS2 reportou lucro no primeiro semestre de 2021. A Fitch acredita que os resultados do BS2 seguirão sob pressão no segundo semestre deste ano e durante 2022.

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