Febraban eleva projeção para expansão do crédito este ano, mas reduz para 2022

Entidade representante dos bancos espera que crescimento de 12,3% em 2021, contra 11,3% da previsão anterior, e elevou a expectativa de avanço em 2022 de 7,4% para 7,8% A carteira total de crédito do sistema financeiro deve se manter em um ritmo de expansão elevado e crescer 12,3% em 2021, segundo aponta a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas. A projeção é superior à registrada na última edição do levantamento (11,3%), feita em agosto, e está em linha com a nova estimativa feita pelo Banco Central, que é de expansão de 12,6%. Para 2022, no entanto, a projeção caiu de 7,8% para 7,4%.

A pesquisa é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento, realizado entre os dias 29 de setembro a 05 de outubro, reuniu as percepções de 16 bancos sobre a última ata do Copom e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.
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Para este ano, a previsão de alta do crédito direcionado passou de 7,5% para 8,0%, enquanto no crédito livre foi de 13,2% para 14,1%. A expectativa para o crédito para pessoa física, com recursos livres, subiu de 15,6% para 16,8%. No caso das empresas, avançou de 10,6% para 11,2%. Para 2022, a estimativa de crescimento do crédito livre passou de 9,8% para 9,1%, e do direcionado caiu de 4,5% para 4,2%.

“Mais uma vez, os resultados revelam que a carteira destinada às famílias deverá ser o destaque deste ano, beneficiada pela reabertura da economia, a flexibilização das medidas restritivas e o avanço da vacinação, o que favorece especialmente as linhas ligadas ao consumo”, diz em nota Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.
“Para o próximo ano, a pesquisa detectou que o cenário para o mercado de crédito se mostrará mais desafiador, diante do aumento da Selic e das perspectivas mais modestas de crescimento, além da própria base de comparação mais elevada”, afirma.
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Houve melhora das projeções de inadimplência da carteira livre, tanto para este ano quanto para 2022. Para 2021, a nova projeção recuou 0,2 ponto percentual ante a pesquisa anterior, de 3,4% para 3,2%, enquanto a taxa esperada para 2022 caiu 0,1 ponto percentual, de 3,6% para 3,5%. Em ambos os casos, as projeções seguem abaixo do patamar pré-pandemia, sugerindo um cenário sob controle, embora o tema siga como ponto de atenção.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados (60%) entendeu como adequada a elevação de 1,0 ponto percentual da Selic na reunião de setembro, assim como o tom do comunicado feito pelo comitê, suficiente para a convergência da meta da inflação em 2022. Entretanto, 20% entenderam que o ajuste foi insuficiente e que o ritmo de elevação da Selic deveria ser mais célere.

A maioria dos entrevistados (66,7%) espera que a Selic fique entre 8,5% e 9% ao ano no fim do atual ciclo de ajuste, enquanto outros 26,7% esperam uma taxa ainda maior, de 9,25% ao ano ou mais. A média das projeções para a Selic no fim do atual ciclo está em 9% ao ano, com elevações de 1,0 ponto nas reuniões de outubro e dezembro, e um ajuste final de 0,75 pp em fevereiro.

Já em relação à inflação, a maioria dos participantes (60%) entende que as projeções para 2022 estão bem calibradas (em torno de 4,12%), com incertezas e inércia limitando o recuo para o centro da meta. Para 20%, o viés segue de alta e a resposta do BC deveria ser mais dura do que a atual.

Em relação ao crescimento do PIB esperado para o próximo ano, 60% dos participantes enxergam um viés de baixa nas projeções atuais (de expansão próxima a 1,6%), enquanto os demais (40%) entendem que as projeções estão bem calibradas. Nenhum participante vê viés de alta. A maior parte dos entrevistados (53,3%) avalia que a deterioração recente do cenário externo deve gerar impacto contracionista na economia brasileira nos próximos meses. Para 26,7%, o impacto será neutro.

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