Governo estuda socorrer distribuidoras após aumento de despesas com a crise hídrica

Ideia seria recorrer a nova operação de crédito junto a instituições financeiras. Dificuldade decorre da alta nos gastos com operação de termelétricas, acionadas para garantir suprimento no lugar das hidrelétricas O governo pode recorrer a nova operação de crédito junto a instituições financeiras para socorrer novamente as distribuidoras de energia elétrica da forte pressão de caixa enfrentada na atual crise hídrica. A dificuldade decorre do aumento das despesas com a operação de usinas termelétricas, acionadas para garantir o suprimento de energia no lugar das hidrelétricas.
A possibilidade de recorrer a novo financiamento foi sinalizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em reunião com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e integrantes do Ministério da Economia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O MME informou que tem monitorado o aumento dos custos e reconheceu que a situação ocorre “em razão das medidas excepcionais adotadas para enfrentamento da situação de escassez hídrica, bem como seu reflexo na cadeia produtiva”.
Usina Termelétrica GNA I, no Porto do Açu (RJ)
Divulgação GNA
Em nota, o ministério destacou que “está estudando possíveis soluções que visam atenuar o descasamento observado entre as receitas arrecadadas pelas tarifas de energia elétrica e as despesas com a geração de energia, entre elas uma operação de crédito nos moldes da ‘Conta-Covid’”. A chamada “Conta-Covid” é o empréstimo tomado pelas distribuidoras no início da pandemia que ainda está sendo pago pelos consumidores via tarifa.
Neste caso, as concessionárias tiveram acesso ao montante de R$ 14,8 bilhões para honrar contratos no setor, pois houve queda no faturamento por conta da redução do consumo e de inadimplência dos consumidores. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mobilizou 16 bancos, públicos e privados, ao estruturar a operação de crédito.
A Abradee procurou o governo para reclamar que o aumento da tarifa propiciado pela bandeira Escassez Hídrica, mais cara do que a bandeira vermelha Patamar 2, não será capaz de cobrir o crescente custo das térmicas.

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