BC: Dívida bruta vai a 83% do PIB e tem 1ª alta desde fevereiro
Em valores, dívida bruta dos governos no Brasil variou de R$ 6,849 trilhões em agosto para R$ 6,939 trilhões um mês depois A dívida bruta dos governos no Brasil variou de R$ 6,849 trilhões em agosto para R$ 6,939 trilhões em setembro, conforme dados do Banco Central (BC). Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida subiu de 82,7% para 83%. Foi a primeira vez que o indicador registrou alta, quando comparado ao PIB, desde fevereiro.
De acordo com o Banco Central, a variação mensal da dívida pode ser explicada principalmente por incorporação de juros nominais (responsável por alta de 0,5 ponto percentual), desvalorização do câmbio (0,3) e emissão líquida de dívida (0,2). Em sentido oposto, atuou o crescimento do PIB nominal (responsável por queda de 0,8 ponto).
Já a dívida líquida do setor público não financeiro saiu de R$ 4,918 trilhões em agosto, ou 59,4% do PIB, para R$ 4,896 trilhões um mês depois, ou 58,5% do PIB.
O BC apontou que a variação mensal pode ser explicada pela desvalorização cambial (responsável por redução de 0,9 ponto percentual), crescimento do PIB nominal (0,6) e superávit primário (0,2). Em sentido oposto, atuaram os juros nominais apropriados (responsável por alta de 0,7 ponto).
Os dados levam em conta União, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção daquelas dos grupos Petrobras e Eletrobras. Os bancos estatais também não entram na conta, pois as estatísticas se referem ao setor público não financeiro.
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