Criptoativos: saiba como e por que investir nessa nova classe de ativos

Maior referência quando se fala de investimento em cripto na América Latina, a Hashdex é pioneira no setor e parceira da Nasdaq, juntas desenvolveram o Nasdaq Crypto Index Apesar da escalada da Selic, que sugeriria um retorno a produtos mais conservadores, a máxima “diversificar os investimentos” se mantém como diretriz entre educadores financeiros e especialistas em finanças. É um caminho sem volta. O investidor brasileiro já começou a aprender a variar os produtos em sua carteira, entre renda fixa e variável, mas há ainda um longo caminho a ser percorrido. É nesse cenário que entram os criptoativos, considerados uma oportunidade geracional de participar de um momento de transformação do mundo, no qual as novas tecnologias estão mudando a história.
Para quem ainda não está familiarizado com o mundo dos criptoativos, trata-se de uma recompensa digital dada a participantes das redes. O Bitcoin é a criptomoeda mais conhecida no mercado, mas há um universo gigantesco de outros criptoativos menos divulgados.
“Hoje, o mercado financeiro entende cripto, que já foi considerado especulação, aposta, bolha e pirâmide, como uma classe de ativo. Quando você entende dessa maneira, você é obrigado a olhá-lo num portfólio. O que cripto traz de interessante, quando pensamos em uma alocação de um portfólio responsável, é o que a gente chama de potencial de retorno assimétrico”, afirma Roberta Antunes, Chief of Growth da Hashdex, gestora que é a maior referência quando se fala de investimento em criptos na América Latina. A executiva defende que uma alocação pequena nesse tipo de ativo na carteira – 1%, por exemplo – pode trazer uma grande diferença em retorno. “Não é para colocar 100% de exposição do seu patrimônio em cripto. Mas aquela fatia para a qual você está disposto a olhar pensando em um horizonte de longo prazo”, explica ela.
“Cripto é uma nova maneira de se investir em uma nova e disruptiva tecnologia. Por isso, a possibilidade de ganho é muito maior porque se está participando de um projeto inicial. Obviamente que o risco também é maior”, afirma a chief of Growth da Hashdex.
Mais do que uma opção para diversificar, Roberta defende os ativos digitais como uma forma de descorrelação dos investimentos. Ela explica:
“Ação, ouro, dólar são ativos que estão muito correlacionados, apesar de serem diferentes. Se acontece alguma coisa macro, todos são afetados. Diversificar não é fácil e cripto traz descorrelação. O que mexe com o mercado de cripto é muito diferente do mercado tradicional. Historicamente o que tem afetado o mercado de cripto são essas grandes inovações tecnológicas, os grandes projetos, e adoção. Quanto maior é a adoção da rede, quanto mais inovação ela traz, mais esses projetos se valorizam, porque mais gente participa”.
Segurança na hora de investir
Mas como investir em criptomoedas de forma segura? Uma das formas mais simples é adquirir cotas de fundos de cripto. Em 2018, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu que os fundos brasileiros fizessem investimentos indiretos em criptomoedas no exterior – comprando derivativos ou cotas de outros fundos, por exemplo. Essas carteiras são distribuídas por corretoras e plataformas de investimento e alguns demandam aplicações de valor relativamente baixo. Os fundos são uma boa alternativa para quem quer se expor ao mercado de criptomoedas, mas não se sente seguro para fazer isso sozinho, já que quem decide e acompanha as aplicações é um gestor especializado.
A Hashdex, por exemplo, é uma gestora que conta com fundos de investimento em cripto que estão disponíveis nas principais plataformas do país e ETFs na Bolsa de Valores. “A gente simplifica o acesso a essa nova classe de ativos. Como qualquer tecnologia incipiente, existe muita incerteza: como se paga imposto, como isso é regulado, para quem pedir ajuda etc. A Hashdex criou produtos de investimento que são regulados e com critérios de segurança institucional, o que permitiu oferecer ao investidor comum o mesmo nível de segurança que um fundo de investimento tradicional”, destaca Roberta.
Quando se investe em cripto, é importante ter em mente que as grandes oscilações demandam que o investidor pense na criptomoeda como reserva de valor a longo prazo. A necessidade de retirada em um mau momento pode colocar a perder uma parte grande do que foi investido. Valem, neste caso, as regras de se montar uma reserva de emergência em produtos de renda fixa e com liquidez diária para imprevistos.
Quem está com reserva pronta e quer investir nos criptoativos, a recomendação dos especialistas é que se chegue a cerca de 5% da fatia dos investimentos, caso o perfil do investidor seja mais agressivo.
Parceria da Hashdex com a Nasdaq
Para quem investe em cripto, é necessário conhecer o Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pela Nasdaq em parceria com a Hashdex para representar o mercado de criptoativos e que hoje serve de guia para o HASH11, o primeiro ETF (Exchange Traded Fund) de cripto do Brasil. Trata-se de um fundo de índice negociado no Brasil e regulado pela CVM que replica o NCI, composto por uma cesta de criptoativos recalculada a cada três meses e que busca representar os principais ativos do mercado.
“Trata-se de um produto que dá segurança para o investidor. O que a gente faz é aplicar alguns critérios de elegibilidade para assegurar que esses ativos não irão desaparecer de uma hora para outra, que têm custódia institucional e segurança. Dessa forma, é possível monitorar que o dinheiro não está financiando coisas como tráfico, além de se conseguir monitorar o histórico dos investimentos”, pontua Roberta.
A gestora , que foi pioneira em lançar o primeiro fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores do Brasil e do mundo, tem outros dois ETFs, o BITH11 e o ETHE11, que investem 100% em Bitcoin e Ethereum, respectivamente, além de quatro fundos com exposição a criptomoedas para diferentes perfis de investidores.

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