Entenda o que são mixers de criptomoedas e por que são usados por criminosos

Se engana quem pensa que os criminosos só pensam nos golpes virtuais, e não no pós-crime. Todas as fraudes feitas pelos bandidos tem um cuidado enorme para diminuir ao máximo as chances de serem rastreados, e as criptomoedas há muito tempo tem um papel fundamental nesses processos. Quer VPNs gratuitas e seguras? Saiba por que elas não existem O que as farmácias fazem com o seu CPF? Governo questiona uso de dados Após ransomware, maior distribuidora de quadrinhos dos EUA segue com problemas Embora as transações de criptoativos sejam mais seguras e privadas, quando um pagamento é realizado, é possível detectar para qual carteira digital a quantia foi transferida. Sabendo dessa vulnerabilidade, os criminosos recorrem aos mixers, para limpar os ativos obtidos de forma ilícita e dificultar o processo de rastreamento. Esquema explicando como mixers funcionam. (Imagem: Reprodução/Intel471) O mixer é um serviço que mistura as criptomoedas de um usuário com a de outros, embaralhando e dificultando seu rastreamento. -Canaltech no Youtube: notícias, análise de produtos, dicas, cobertura de eventos e muito mais! Assine nosso canal no YouTube, todo dia tem vídeo novo para você!- De forma resumida, os mixers funcionam da seguinte forma: após uma pessoa enviar os criptoativos para a plataforma que realiza o serviço, as quantias ficam presas, no processo de mistura, por um período fixo de tempo. Passado esse espaço, o usuário recebe a quantia de volta, mas com ativos de outras pessoas, em uma carteira digital nova, nunca utilizada. Os quatro mais populares Uma pesquisa da Intel471 levantou quais são os mixers mais populares entre os criminosos, já que são mais confiáveis e eliminam mais traços. Ela achou quatro exemplos notáveis. Os mixers mais usados pelos criminosos são os seguintes: Absolutio, AudiA6, Blender e Mix-btc. Com exceção do último, todas as plataformas operam na rede Tor para reforçar à privacidade e o anonimato de seus usuários. Todas suportam operações com Bitcoin, Bitcoin Cash, Dash, Ethereum, Ethereum Classic, Litecoin, Monero e Tether. Um dos dados mais interessantes da pesquisa da Intel471, porém, foi a análise de uma carteira digital pertencente a plataforma Blender, que, entre junho e julho de 2020, esteve envolvida em transações que, somadas, tem valor total de US$3,4 milhões (cerca de R$ 18,8 milhões), mostrando o volume de dinheiro envolvido nesses serviços. Por fim, é importante frisar que o uso de mixers não é ilegal, e muitas vezes é promovido como uma ação que aumenta a privacidade dos investidores. Nos EUA, porém, caso uma plataforma que realiza esse serviço esteja conscientemente ajudando na lavagem de criptomoedas vindas de crimes virtuais, suas operações serão suspensas por agentes federais. Leia a matéria no Canaltech. Trending no Canaltech: Tentei migrar do Android para o iPhone. eis o que aprendi Novo ataque coloca memórias RAM DDR4 em risco Chaves | Como Chiquinha entrou para o Livro dos Recordes? Netflix lança Top 10 semanal de filmes e séries mais assistidos 5 celulares por menos de R$ 1.000 para comprar antes da Black Friday

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