Intenção de consumo das famílias tem 1ª queda em 6 meses, diz CNC
Na comparação com novembro do ano passado, no entanto, o indicador ainda mostra alta de 5,1% Após cinco altas consecutivas, o indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apurado pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC) voltou a cair, com queda de 0,9% em novembro ante outubro, para 73,4 pontos, primeira retração nessa comparação desde maio (-1,4%).
Na comparação com novembro do ano passado, no entanto, o indicador ainda mostra alta de 5,1%. A CNC informou que o recuo, na margem, representa cautela das famílias com consumo, para os próximos meses.
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Dos sete tópicos usados para cálculo do ICF, seis apresentaram queda em novembro ante outubro. É o caso de perspectiva profissional ( -1,1%). renda atual (-0,3%). acesso ao crédito (-2,3%). nível de consumo atual (-1%). perspectiva de consumo (-1,5%) e momento para duráveis (-1,1%). O único a apresentar alta, nessa comparação, foi emprego atual (0,2%).
Na comparação com novembro do ano passado, no entanto, apenas um tópico teve queda, em novembro: acesso ao crédito (-2,9%). Os outros apresentaram altas nessa comparação ante igual mês de ano anterior. É o caso de emprego atual (6,2%). perspectiva profissional (2,8%). renda atual (4%). nível de consumo atual (9,4%). perspectiva de consumo (16,6%). e momento para duráveis (1,3%).
Em nota sobre o indicador, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o recuo do ICF, em novembro ante outubro, foi influenciado por trajetória de alta dos juros, iniciada pelo Banco Central (BC) para tentar conter o aumento dos preços, no cenário atual.
“Os números demonstram que as incertezas econômicas e políticas estão sendo incorporadas pelos consumidores”, observou o executivo, notando que isso, na prática, eleva cautela de consumo entre as famílias.
Já a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, ao falar sobre o mesmo tema, detalhou que o crédito é utilizado pelos consumidores para aumentar renda e tentar manter o padrão de consumo.
“A incerteza quanto ao tempo necessário para abrandar o processo inflacionário e o nível que os juros devem alcançar para conseguir o objetivo já estão influenciando no momento de consumir e gerando maior cautela”, considerou ela.
Na edição de novembro do ICF, a CNC também informou recorte regional do indicador. Houve aumentos de 0,2% e de 0,3% nas intenções de consumo das regiões Norte e Nordeste em novembro ante outubro, respectivamente para 56,6 pontos e 74,3 pontos.
Em contrapartida, foram detectadas quedas, no ICF, das famílias de Centro-Oeste (-2,8%). Sudeste (-2,3%) e Sul (-0,3%), respectivamente para 70,6 pontos. 74,4 pontos. e 84,6 pontos, nessa comparação.
Na comparação com novembro do ano passado, houve altas no ICF em todas as regiões, em novembro. É o caso de aumentos detectados em regiões Norte (14,2%). Nordeste (6,1%). Centro-Oeste (2%). Sudeste (6,9%) e Sul (13,2%).

