Pix já conta com 103 milhões de usuários e possibilitou novos modelos de negócios, diz Campos Neto
“A tecnologia é o maior instrumento de revolução que temos”, destaca o presidente do BC A criação do Pix custou R$ 15 milhões, disse nesta quinta-feira o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, durante o lançamento do Novo Marco de Garantias, no Palácio do Planalto. Ele ressaltou o valor baixo ante a “grande revolução” que foi criada nos meios de pagamentos do Brasil. Já foram retirados do mercado R$ 40 bilhões em papel moeda. O Pix já conta com 103 milhões de usuários e “possibilitou novos modelos de negócios.”
Campos Neto falou do Pix para exemplificar os avanços no mercado de moeda e crédito ocorridos nos últimos anos. “O crédito sofreu profunda mudança nos últimos anos, saiu de 25% para 55% do PIB [Produto Interno Bruto] em três gerações”, disse.
Ele comentou que o país passou um bom tempo usando crédito subsidiado como estímulo. “Isso se tornou dinâmica viciosa”, afirmou. “Transformava o processo de crédito menos inclusivo e mais caro.”
Atualmente, o sistema de crédito é livre, ressaltou. “Abrimos o mercado de capitais para as empresas”, disse. Acessando diretamente o crédito, as empresas deixam de usar balanço dos bancos. “O balanço dos bancos deixou de alocar a grandes empresas, priorizando médias e pequenas”, disse.
O presidente do BC citou também medidas de apoio ao microcrédito, apoio a fintechs e sociedades de crédito. Falou também sobre medidas de estímulo ao crédito imobiliário e aperfeiçoamento em processos de alienação.
“A tecnologia é o maior instrumento de revolução que temos”, disse. “O open finance permitirá produtos mais baratos e sob medida com reunião de dados.”
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

