Empresas do setor imobiliário (digital) pagam milhões de dólares por terrenos no metaverso
A Token.com comprou, por meio da sua subsidiária Metaverse Group, o maior terreno digital da história, que fica no coração da Fashion Street em Decentraland, por R$ 2,43 milhões Se antes a ideia de ter um avatar estava restrita apenas aos gamers, agora, há executivos que veem o mundo digital imersivo como uma oportunidade para fazer negócios. É por isso que algumas empresas tem investido milhões de dólares para ter um imóvel ou fazer propaganda de suas marcas nesse simulacro.
O metaverso nada mais é do que uma representação das cidades em 3D, nas quais os personagens/usuários trabalham e se divertem. E, apesar de não terem necessariamente correlação com o mundo real, os terrenos de ‘bits and bytes’ já valem verdadeiras fortunas.
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Há, inclusive, empresas do mercado imobiliário especializadas nesse mundo digital, como a Realm Metaverse Real Estate, que compra, faz o gerenciamento e posterior venda de pacotes digitais — ou ‘metros quadrados digitais’ — baseados em blockchain na forma de tokens não fungíveis (NFTs).
Nos últimos meses, a companhia pagou cerca de US$ 4,67 milhões — em dinheiro de verdade — pelo seu banco de terrenos em plataformas como The Sandbox e Decentraland, segundo demonstrativo financeiro da companhia em 2 de novembro. Na mesma data, esses terrenos valiam cerca de US$ 11,45 milhões.
Geralmente, analisamos o preço potencial de aquisição em comparação com as vendas recentes, a perspectiva valorização pela localização do ativo digital e o que os vizinhos podem agregar de valor, além dos usos em potencial do ativo e a viabilidade de desenvolvimento, explica a empresa, em seu site.
Outra empresa que tem investido nesse mercado é a Tokens.com, de tecnologia em blockchain, que, no fim de setembro, anunciou a aquisição de 50% do Metaverse Group, por US$ 1,7 milhão. Trata-se de uma das primeiras empresas de mercado imobiliário virtual.
Em vez de criarmos um universo como fez o Facebook, por que não compramos ‘partes’ de terras nesses metaversos e, assim, nos tornamos proprietários de terras, explicou o raciocínio Andrew Kiguel, cofundador da Tokens.com, ao The New York Times.
Assim, a companhia comprou, por meio da sua subsidiária Metaverse Group, o maior terreno digital da história, que fica no coração da Fashion Street em Decentraland. A ideia é construir uma torre no local e permitir que grandes marcas de luxo ‘abram’ suas lojas, como em um shopping.
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Ao todo, a empresa pagou 618 mil MANA — o dinheiro que circula no metaverso por meio do sistema Ethereum. Isso não é dinheiro de mentirinha, não: equivale a US$ 2,43 milhões, de acordo com a Business Insider.
Muitas empresas têm se interessado em alugar parte do espaço (mesmo que virtualmente). Mas esta não seria a primeira vez que grandes nomes da indústria se associariam ao mundo digital. Gucci, Burberry e Louis Vuitton entraram no metaverso por meio dos NFTs. Já a Nike, entre outras marcas, anunciou que lançará tênis digitais na sua “Nikeland”.
É bom lembrar que a ideia de um mundo virtual — em que empresas e pessoas coexistem — não é exatamente nova. No início dos anos 2000, foi lançado o Second Life, que naufragou tempos depois.
Até saber se esse novo mercado imobiliário (digital) é um boom ou se não se passa de uma bolha, muitos bits and bytes ainda serão vendidos.
Avatars em Decentraland
Reprodução/Decentraland

