BC: Brasil registra déficit em conta corrente de US$ 6,5 bilhões em novembro

No acumulado de 12 meses, saldo negativo alcançou US$ 30,8 bilhões ou 1,92% PIB O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 6,522 em novembro, conforme divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC). A autoridade monetária estimava déficit de US$ 7,8 bilhões. No mesmo mês de 2020, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 2,463 bilhões.
No acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 30,842 bilhões, o equivalente a 1,92% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Em outubro, o déficit foi equivalente a 1,68% do PIB.
Para 2021, o BC calcula déficit em conta corrente de US$ 30 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
Investimentos estrangeiros
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada líquida de US$ 732 milhões em novembro, segundo a autoridade monetária. Em novembro de 2020, por sua vez, houve entrada de US$ 7,052 bilhões.
No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 588 milhões em novembro. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi positivo em US$ 833 milhões.
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Pepi Stojanovski/Unsplash
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em entrada de US$ 22 milhões no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.
Para 2021, o BC calcula entrada líquida de investimentos em carteira de US$ 21 bilhões, conforme divulgado no RTI.
Gastos em viagens
Ainda segundo o BC, os brasileiros gastaram em viagens internacionais US$ 618 milhões em novembro, contra US$ 329 milhões no mesmo mês do ano passado. Os estrangeiros que estiveram no país, por sua vez, deixaram US$ 320 milhões, contra US$ 185 milhões em novembro de 2020.
Dessa forma, houve déficit na conta de viagens de US$ 298 milhões em novembro de 2021, contra US$ 144 milhões um ano antes. Para o ano, o BC calcula déficit de US$ 2 bilhões na conta de viagens.
Empréstimo externo
As novas emissões de dívida externa de médio e longo prazo por empresas privadas e estatais somaram o equivalente a 152% das amortizações vencidas ao longo de novembro, de acordo com o BC. Rolagem abaixo de 100% mostra que as novas colocações foram insuficientes para cobrir todos os pagamentos. Em novembro de 2020 a taxa de rolagem havia sido de 181%.
Para empréstimos tomados diretamente, ou seja, sem emissão de títulos no mercado internacional, o BC apurou taxa de rolagem de 170% em novembro, ante 183% em novembro de 2020. Para emissões envolvendo lançamento de títulos, como bônus, “notes” e “commercial papers”, o percentual foi de 22% no mês passado, contra 175% em novembro de 2020.
Investimento direto
O ingresso líquido do Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 4,588 bilhões em novembro. A estimativa da autoridade monetária era de ingresso líquido de US$ 3,9 bilhões. Em novembro do ano passado, por sua vez, o IDP tinha somado US$ 2,332 bilhões.
Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.
Nos 12 meses encerrados em novembro, o IDP somou US$ 51,478 bilhões, ou 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 3,09% do PIB vistos até outubro. O montante é mais do que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente de 1,92% do produto nos 12 meses.
O BC calcula IDP de US$ 52 bilhões para 2021, conforme divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
Remessa de lucros
A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 1,895 bilhão em novembro, de acordo com o BC. Em novembro de 2020, por sua vez, a remessa foi de US$ 1,638 bilhão. Em todo o ano, o BC calcula remessa líquida de US$ 29 bilhões em lucros e dividendos.

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