Atendendo Gol e iFood, startup de crédito de CO2 recebe aporte de US$ 10 milhões

A Moss.earth, empresa brasileira autonomeada “climatech” e focada em soluções ambientais em blockchain, oferece créditos de CO2 no formato de token para suprir a necessidade de companhias de compensação de carbono, atendendo a Gol e o iFood, por exemplo. Nesta quarta-feira (2), a startup anunciou um aporte Série A de US$ 10 milhões, liderada pela SP Ventures e Acre Venture Partners.Energia usada para mineração de bitcoin em 2021 já superou consumo de 2020Como funciona a mineração de criptomoedas [Bitcoin, Ethereum, etc.]Bitcoin tende a se tornar mais sustentável (Imagem Executium/ Unsplash)Também participaram a Jive Investments, Flori Ventures (Celo) e The Craftory. O investimento milionário deve acelerar o processo de crescimento da empresa e reforçar a confiança de investidores. A Moss registrou um crescimento de três dígitos por mês ao longo de 2021 e conta com mais de 200 clientes, como: Hering, GOL Linhas Aéreas, AMARO, Bionexo, iFood e Arezzo. Gestoras de investimento dos Estados Unidos, como SkyBridge e One River Asset Management, também são atendidas pela startup brasileira.Moss.earth oferece token de créditos de carbono A Moss é considerada uma startup promissora no universo de sustentabilidade, especialmente inovadora no mercado cripto. A brasileira foi a primeira a digitalizar créditos de carbono emitidos por projetos de manejo florestal e conservação ambiental na Amazônia. Para isso, a companhia conta com um token nativo, o MCO2, que equivale a uma tonelada de gás carbônico que deixa de ser emitida na atmosfera.“Climatech” brasileira quer unir sustentabilidade e blockchain (Imagem: Divulgação/ Moss.earth)No mercado de criptoativos e blockchain, vincular créditos de carbono se tornou algo particularmente importante para a imagem de empresas. Afinal, a mineração de criptomoedas, por exemplo, é conhecida por consumir muita energia e gerar um considerável impacto ambiental. O bitcoin (BTC) e ether (ETH) mantém suas redes funcionando graças a inúmeras máquinas ligadas 24 horas por dia no mundo todo.Além disso, o token MCO2 é especialmente acessível ao ser o primeiro criptoativo do tipo no Brasil e em toda a América Latina a ser listado em algumas das maiores exchanges do mundo, como Coinbase e Gemini.“Estamos entusiasmados em acelerar nosso rápido crescimento Estamos desenvolvendo muitos produtos e serviços significativos da Web 3.0, como a emissão e distribuição de NFTs terrestres da Amazônia e certificação digital de trabalho ambiental, para destravar valor para o planeta e para nossa luta contra as mudanças climáticas Queremos fazer a contabilidade ambiental e a geração de ativos mais barata, rápida e conveniente”.Luis Felipe Adaime, fundador e CEO da Moss, em comunicado à imprensaAtravés de um modelo de intermediação e curadoria de projetos de conservação da floresta amazônica da Moss, mais de US$ 26 milhões em créditos de carbono foram adquiridos por grandes corporações e pessoas físicas nos últimos 18 meses.Para Fabricio Tota, diretor de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, exchange de criptomoedas brasileira, “os tokens MCO2 atraíram um novo público, interessado em contribuir para a preservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas”. Segundo o executivo, a Moss poderia trazer os incentivos econômicos necessários para acelerar a transição para uma agricultura descarbonizada e preservação florestal na América Latina.Atendendo Gol e iFood, startup de crédito de CO2 recebe aporte de US$ 10 milhões

Share