Aeronave elétrica de decolagem vertical da Joby sofre ‘danos substanciais’ em acidente

Startup já completou 1.000 voos bem-sucedidos com o avião inovador e corre atrás autorização da Administração Federal de Aviação americana para voar comercialmente com suas aeronaves até 2024 A Joby Aviation, uma startup que tenta ser uma das primeiras a pilotar uma nova classe de táxis aéreos elétricos, informou que que uma de suas aeronaves se envolveu em um acidente, sem detalhar as especificidades do fato, mas garantiu que não houve feridos.
O acidente ocorreu em 16 de fevereiro e envolveu um protótipo de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês) pilotado remotamente na base de testes da empresa na Califórnia, nos EUA, de acordo com um documento regulatório.
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“Os programas de teste de voo experimental são intencionalmente projetados para determinar os limites do desempenho da aeronave e, infelizmente, acidentes são uma possibilidade”, informou a Joby.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) dos EUA está investigando o acidente, que resultou em “danos substanciais” à aeronave, disse o porta-voz Peter Knudson.
O NTSB tem autoridade para investigar todos os acidentes de aviação e inclui os acidentes mais graves com drones. E a Joby garantiu, no documento, que está apoiando as autoridades em suas investigações.
A Joby é uma das várias startups que constroem aeronaves elétricas que decolam verticalmente como helicópteros e depois voam como pequenos aviões uma vez no ar. Por ora, a empresa está buscando autorização regulatória para voar com um piloto a bordo em seu táxi aéreo de cinco lugares, que tem um alcance máximo de 150 milhas e uma velocidade máxima de 200 mph.
O acidente pode complicar os esforços de Joby para obter a aprovação do avião inovador, que já fez mais de 1.000 voos bem-sucedidos. A startup disse que espera receber autorização da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) americana e voar comercialmente com suas aeronaves até 2024.
O teste de voo envolvendo o acidente não foi para crédito da FAA, escreveu a analista do Morgan Stanley, Kristine Liwag, em uma nota de pesquisa. A empresa tem uma segunda aeronave com a qual provavelmente continuará os voos de teste.
“Em nossa opinião, o acidente com a aeronave Joby não fecha a porta para a certificação da FAA”, disse Liwag. “No entanto, a causa do acidente deve ser compreendida.”
A indústria aeroespacial é uma “indústria técnica difícil”, disse Liwag. O analista lembrou que a unidade Gulfstream da General Dynamics sofreu um acidente em 2011 durante voos de teste de seu jato G650. Esse avião passou a ser uma das aeronaves mais bem sucedidas e lucrativas da aviação privada. O acidente da Gulfstream matou quatro funcionários.
Aeronave tem cinco lugares, alcance máximo de 150 milhas e velocidade máxima de 200 mph
Reprodução/Joby

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