América Latina e Caribe têm ‘tremendas vantagens’ frente a uma economia global com menos carbono, diz Banco Mundial
Segundo a instituição, contudo, “eventos climáticos extremos” têm o potencial de causar “danos e disfunções à infraestrutura” que custariam 1,7% do PIB da região anualmente A América Latina e o Caribe têm “tremendas vantagens” para atuar em uma economia global menos baseada em carbono, afirmou nessa quinta-feira (7) o economista-chefe do Banco Mundial para a região, William Maloney.
Em entrevista coletiva para comentar o Relatório Semestral Região da América Latina e do Caribe, ele destacou fatores como: matriz de energia elétrica entre “as mais limpas do mundo”, sendo metade dela baseada em fontes renováveis. potencial “tremendo” para a produção de energia solar, eólica, geotermal e hidrogênio verde. insumos “abundantes” para tecnologias verdes, com 58% das reservas globais de lítio (usado em baterias) e 48% do cobre mundial. presença de metade da biodiversidade mundial.
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Mas Maloney também afirmou que, embora a América Latina e o Caribe sejam responsáveis por apenas 8% da emissão mundial de gases do efeito estufa, os impactos do aquecimento global na região “são amplos”. O economista disse que, até 2030, entre 2,5 milhões e 5 milhões de habitantes da região poderão se tornar extremamente pobres por causa das mudanças climáticas.
Além disso, “o calor e a seca” podem levar a uma queda da produção agrícola. Por fim, “eventos climáticos extremos” têm o potencial de causar “danos e disfunções à infraestrutura” que custariam 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da região anualmente.
Banco Mundial: AL e Caribe têm matriz de energia elétrica entre “as mais limpas do mundo”, sendo metade dela baseada em fontes renováveis
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