Banco do Brasil libera iniciação de pagamentos; como funciona o ITP?

O Banco do Brasil anunciou na quarta-feira (6) que tornou-se o primeiro banco tradicional brasileiro a oferecer o Iniciador de Transação de Pagamento (ITP). Esse é um novo serviço dentro do ambiente open banking. Ele permite que um pagamento seja iniciado com mais rapidez, e por diferentes empresas além de bancos e fintechs, como por exemplo apps de serviços (como iFood e Rappi) e de mensagens (como WhatsApp). Rede de supermercados de SP começa a testar pagamentos com criptomoedas Governo libera novo lote de “dinheiro esquecido”. veja quem pode sacar e como Mas o que é e como funciona o ITP? Funciona assim: digamos que você quer comprar um sapato à vista em um site de compras no seu celular. Hoje, para pagar o pedido com um Pix, você passa por sete etapas: Escolher a opção de pagamento Pix ainda na interface da loja online. Abrir o QR code do Pix (ou copiar código). Entrar manualmente no app do banco e autenticar (isto é, entrar com senha ou biometria). Dentro da interface do app do banco, abrir a opção Pix. Escolher o tipo de Pix (no caso, será QR code). Escanear o QR code (ou colar código). Confirmar a transação no app do banco. Jornada de pagamento no celular por Pix, sem o ITP (Imagem: Reprodução/Banco Central) Apesar de tudo isso ser tudo relativamente rápido, o ITP promete ser ainda mais veloz. Para começar, o consumidor precisa escolher qual será a empresa ou serviço em que ele confiará para realizar os pagamentos. Uma empresa de ITP não precisa ser detentora da conta do cliente, isto é, de onde sairá o dinheiro da compra. -Canaltech no Youtube: notícias, análise de produtos, dicas, cobertura de eventos e muito mais! Assine nosso canal no YouTube, todo dia tem vídeo novo para você!- Depois de escolher, ele precisa fazer estes passos para dar a permissão ao ITP: Criar sua conta fornecendo seus dados pessoais como nome, e-mail, celular e endereço completo. Selecionar seu banco ou fintech para compartilhar dados, e será redirecionado ao app do banco indicado. Lá no banco, escolher a conta (caso tenha mais de uma dentro do mesmo banco, como corrente e poupança por exemplo). Confirmar a permissão com senha ou biometria. Habilitação de um serviço para realizar ITP para o cliente (Imagem: Reprodução/Banco Central) Feita esta parte, com o ITP habilitado, as próximas compras terão apenas três passos, contra os sete do Pix: A loja mostra as opções de pagamento, e você escolhe Pix. A loja pede para confirmar todos os dados antes de concluir a compra e consentir o uso do modelo ITP. Se confirmar o ITP, há um redirecionamento para o app do banco, mas diretamente para a página de confirmação da transação com sua senha ou biometria. Após este passo, a compra é concluída com sucesso. Jornada de pagamento com Pix e ITP (Imagem: Reprodução/Banco Central) O objetivo do ITP é permitir que a empresa crie uma jornada de pagamento mais simples para o cliente. Ele permite que o pagador selecione o banco onde tem conta e app instalado e seja direcionado apenas para a finalização da transação, como vimos acima. O serviço será oferecido por empresas autorizadas pelo Banco Central que adotem todas as medidas de segurança necessárias. Para as empresas, o benefício é uma possível melhoria no índice de conversão de vendas, com ganhos de eficiência e redução de custos. O Pix foi escolhido para o ser o primeiro meio de pagamento integrado aos ITPs por causa da sua alta adesão no país. O uso desta modalidade já ultrapassou DOC, TED e boleto, representando 30% do total de transações bancárias.

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