Transformação digital no setor financeiro: de desejo a necessidade

Chave para atingir objetivos é prover ferramentas de colaboração e inovação que habilitem funcionários a trabalhar de qualquer lugar e dispositivo
Nos últimos dois anos a tecnologia vem exercendo o protagonismo em vários setores da vida moderna – e não é diferente no mercado financeiro. O ano de 2020 transformou o setor. Bancos chacoalharam com a definição de “home office”, necessário durante a pandemia. Os usuários passaram a acessar dados da empresa de casa, incluindo transações financeiras, gerenciamento de risco e informações de compliance, como dados privados dos clientes e pagamentos. Como consequência, vimos segurança de rede como imperativa nestas empresas. Instituições financeiras sofreram para identificar e resolver falhas de segurança durante este período, assim como proteger seus usuários e redes de estratégias de ataques como phishing, social engineering e sequestro de dados.

Ao mesmo tempo as empresas e clientes aumentaram a necessidade de processos virtuais, sem contato direto, tendo que mudar processos e políticas como o uso de ferramentas de comunicação como Teams, Zoom, Google Meetings. Como consequência, o setor experimentou um aumento na demanda por serviços digitais e meios de pagamento, callcenters etc. Todas estas alterações foram aceleradas nestes anos e houve a necessidade de considerar a privacidade de dados, segurança, prevenção a fraude e combate a cyber ataques.

No Brasil, a adoção de inovação tecnológica está ainda mais evidenciada, na oferta de novos serviços, moedas digitais, a adesão às fintechs que cresceram de forma exponencial e ganharam uma grande fatia do mercado, estimulando também a bancarização do público jovem e de consumidores de diferentes classes sociais.

Mas a tecnologia ao mesmo tempo que permite o conceito de anywhere office e promove a inclusão financeira, também amplia sensivelmente a superfície de ataques hackers. Em tempos de paz, os bancos globais já são alvos desejados pelos cyber invasores. Em tempos instáveis, como os atuais, as retaliações digitais podem ser ainda maiores. Nesse sentido, as instituições financeiras estão aumentando o monitoramento de suas redes, analisando cenários de invasão, procurando ameaças e contratando especialistas no caso de aumento de atividades hostis.

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