Lemon Cash prepara lançamento oficial do app no Brasil e solução PIX cripto para 25 de julho
Plataforma argentina quer focar no país e ter 100 funcionários trabalhando em suas operações brasileiras até o fim de 2023 A exchange argentina de criptomoedas Lemon Cash prepara para o dia 25 de julho deste ano o lançamento no Brasil de sua interconexão com o PIX, que deve vir junto com a estreia oficial do aplicativo no país, planejada para ocorrer entre o dia 25 e 1º de agosto. A ferramenta permitirá que o usuário envie e receba transferências via PIX dentro do aplicativo, podendo no mesmo ambiente digital realizar o câmbio para a criptomoeda de sua preferência.
“Você poderá receber um PIX em reais e converter para bitcoin ou o contrário, transformar seus bitcoins em reais dentro da plataforma e mandar um PIX. Você pode ter sua economia em bitcoin e quando quiser comprar algo converter para reais”, explica Marcelo Cavazzoli, CEO da Lemon Cash.
O projeto é um dos três que serão lançados pela empresa ao longo do terceiro trimestre. Os outros dois são o cartão de crédito, que também deve sair em julho, e o CDI em bitcoin, que virá mais para frente.
A Lemon Cash é uma das maiores exchanges de criptomoedas da Argentina atualmente, com mais de um milhão de usuários e totalizando 30% dos downloads de todos os apps de criptoativos no país em 2022, superando gigantes como a Binance. Hoje, Cavazzoli conta que o maior foco da companhia é no Brasil, tanto que ele mesmo veio morar no país para chefiar o plano de expansão das operações daqui.
“Nossa receita para o sucesso na Argentina foi fazer o cripto cool. Foi transformar esse mundo em algo que as pessoas queiram fazer parte. É nisso que estamos trabalhando no Brasil”, afirma.
O objetivo da empresa é ter 60 funcionários trabalhando no Brasil até o fim de 2022 e 100 no final de 2023. No momento, a Lemon Cash tem 15 pessoas trabalhando direto no projeto do Brasil e um total de 50 colaboradores incluindo as pessoas de engenharia que estão trabalhando nas iniciativas do PIX, do cartão e do CDI.
“Muitas empresas estão subestimando o Brasil. Elas generalizam os problemas da América Latina e oferecem soluções como carteira dolarizada, mas os brasileiros não pensam em dólares como os argentinos. O brasileiro pensa em PIX, ele pensa em CDI. Essa aproximação com o usuário, o mercado, o contexto e a cultura são nossos maiores diferenciais”, avalia o empresário.
Por enquanto, a Lemon Cash tem no Brasil uma versão beta de seu aplicativo. A lista de espera para o lançamento oficial depende de convite e o processo está sendo gamificado em um concurso, de forma que quanto mais pessoas o usuário convidar mais pontos ele ganha para receber brindes que vão desde Tokens Não Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) a um bitcoin inteiro. Essa lista será fechada e o concurso concluído em 15 de julho.
Em relação aos próximos lançamentos depois do PIX, o cartão de crédito deve ser bastante similar ao que a plataforma já possui na Argentina, e que permite ao consumidor debitar de sua posição em uma determinada criptomoeda o equivalente em pesos à compra que fizer no débito, por exemplo.
“Você pode pagar com bitcoin, ethereum, USDT (Tether), USDC (USD Coin) ou qualquer criptomoeda de sua preferência. Se decidir por ter sua economia em ethereum, por exemplo, cada vez que usar seu cartão seus ethereums se convertem em reais (no caso da Argentina são pesos) e você usa”, resume.
O CDI, por sua vez, permitirá que o usuário receba a rentabilidade do CDI em criptomoeda. “Trabalhamos com os mesmos provedores de outras fintechs. Esses fundos ficam investidos em CDI e convertemos a renda dos juros em bitcoin”, aponta.
Em relação aos desafios de promover uma plataforma de criptomoedas durante um inverno cripto tão rigoroso quanto o atual, Cavazzoli ressalta que o bitcoin já viveu diversos bear markets e sempre voltou mais forte. “O bitcoin caiu na história sempre em torno de 85% em cada bear market, então até chegarmos à maturidade necessária haverá esses ciclos. O melhor é investir a longo prazo.”

