Saques na B3 por investidor institucional local parecem perder tração, diz J.P.Morgan

Mesmo com o fluxo local para a Bolsa se mantendo negativo em junho, o J.P.Morgan afirma, em relatório divulgado hoje, que o pico dos saques pode já ter sido atingido. No último mês, os fundos de ações sacaram R$ 4,4 bilhões da B3, enquanto os fundos de multiestratégia perderam R$ 4,2 bilhões.

“Apesar de ser o décimo mês consecutivo de resgates, as saídas de fundos dedicados a ações parecem estar perdendo força desde o pico em março de 2022, quando houve resgates de R$ 12 bilhões. Mensalmente, as saídas foram 35% menores nos fundos dedicados a ações em junho e 68% menores nos fundos multiestratégia”, afirmam os analistas.

Em termos de participação, ressalta o banco, a cota do investidor de varejo atingiu 13,9% em junho, o menor patamar desde dezembro de 2015. A partir de 6 de julho, notam, a participação dos investidores de varejo voltou a ser de 16,2%. Já a participação dos investidores estrangeiros continua significativamente alta, chegando a 52% em julho.

“Olhando para os mercados emergentes como um todo, as saídas de fundos de ações de emergentes se intensificaram na semana passada (-US$ 755 milhões) de (-US$ 30 milhões) na semana anterior. Em termos de alocação, o consenso aumentou ainda mais a exposição na região da América Latina com um overweight médio de 2,4% versus 1,2% em janeiro de 2022. A sobreponderação líquida no Brasil aumentou ligeiramente”.

B3
Julio Bittencourt/Valor

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