No último dia da semana, ethereum acelera alta e bitcoin mantém patamar de US$ 23 mil
No último dia útil de uma semana de recuperação dos criptoativos, o ethereum segue na dianteira das moedas digitais, já se aproximando do intervalo de variação visto à época do colapso do sistema Terra Luna em maio. A segunda maior criptomoeda, que marcou para setembro a sua mais importante atualização, ultrapassou nesta sexta a casa de US$ 1.600.
Já o bitcoin, a maior das criptomoedas e a mais popular entre os investidores institucionais, segue o movimento, porém, de forma mais comedida diante das incertezas macroeconômicas que rondam os mercados de risco.
Perto das 8h45 (horário de Brasília), o bitcoin era negociado a US$ 23.528,58, com valorização de 4,1% nas últimas 24 horas e de 14,4% em sete dias, segundo o CoinGecko. Já o ethereum valia US$ 1.631,91, alta de 9,5% em 24 horas e de 36,6% em sete dias. Em reais, o bitcoin estava em R$ 129.415,57 (alta de 4,46%) e o ether, em R$ 9.016,71 (alta de 10,21%), de acordo com o MB.
Especialistas debatem se a recuperação das criptomoedas ao longo da semana é consistente ou apenas um respiro antes de novas baixas. Os grafistas são os primeiros a sustentar que a tendência de longo prazo continua sendo de devasvalorização, característica apoiada pelo que ocorreu nos últimos invernos dos criptoativos.
Já os analistas de perfil mais fundamentalista destacam que as incertezas macroeconômicas – política monetária, risco de recessão, guerra e desaceleração na China —, que motivaram as perdas no segmento estão longe de ter um desfecho favorável, agravadas pela crise de liquidez ocorrida no setor depois do colapso do sistema Terra Luna e crise do hedgefund Three Arrows Capital e as empresas que fazem empréstimo por meio de criptomoedas.
Para André Franco, chefe de pesquisa do MB, apesar da recuperação vista nos últimos dias ser um sinal positivo para o investidor, ela ocorre em paralelo ao movimento da Nasdaq.
“Vemos o mesmo desenho. Consequentemente, se a reunião do Fed no dia 27 é importante para a Nasdaq, também será importante para o bitcoin”, disse.
Ayron Ferreira, analista chefe da Titanium Asset Management, destacou que o problema de liquidez de empresas do setor de criptoativos continua fazendo preço, com o congelamento dos saques da exchange de Cingapura Zipmex entrando no radar junto com outra corretora, a Vauld.
“Soma-se a isso o cenário macroeconômico ainda extremamente incerto e o que você tem é uma grande dúvida pairando no ar: O pior já passou? Uma resposta efetiva é muito difícil, pois o mercado sempre pode surpreender. Porém, as chances maiores são de uma consolidação no médio prazo, até que o cenário macro dê sinais mais claros de como irá ficar”, afirma o analista.

