Brasil teve déficit em conta corrente de US$ 2,764 bi em março, diz BC

No acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 23,538 bi O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 2,764 bilhões em março, conforme divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2021, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 5,180 bilhões.
Já no acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 23,538 bilhões, o equivalente a 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Em fevereiro, o déficit foi equivalente a 1,59% do PIB.
Para 2022, o BC calcula superávit em conta corrente de US$ 4 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI).
As estatísticas do setor externo foram publicadas com defasagem de três meses — normalmente, na última semana de julho, são publicados os números de junho — devido à greve dos servidores do BC, que terminou em 5 de julho, e a autoridade monetária está atualizando os dados gradualmente.
Investimento estrangeiro
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 6,454 bilhões em março, segundo o BC. No mesmo período do ano passado, houve saída de US$ 2,610 bilhões.
No mercado de renda fixa, saíram liquidamente US$ 9,199 bilhões em março. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi negativo em US$ 7,868 bilhões.
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em entrada de US$ 1,575 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.
Para 2022, o BC calcula entrada líquida de investimentos em carteira de US$ 7 bilhões, conforme divulgado no RTI.
Investimento direto
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 6,454 bilhões em março, segundo o BC. No mesmo período do ano passado, houve saída de US$ 2,610 bilhões.
No mercado de renda fixa, saíram liquidamente US$ 9,199 bilhões em março. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi negativo em US$ 7,868 bilhões.
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em entrada de US$ 1,575 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York.
Taxa de rolagem
As novas emissões de dívida externa de médio e longo prazo por empresas privadas e estatais somaram o equivalente a 137% das amortizações vencidas ao longo de março, de acordo com o BC. Rolagem acima de 100% mostra que as novas colocações foram mais que suficientes para cobrir todos os pagamentos. Em março de 2021, a taxa de rolagem havia sido de 117%.
Para empréstimos tomados diretamente, ou seja, sem emissão de títulos no mercado internacional, o BC apurou taxa de rolagem de 184% em março (145% em março de 2021). Para emissões envolvendo lançamento de títulos, como bônus, “notes” e “commercial papers”, o percentual foi de 10% no período (72% em março de 2021).

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Turista brasileiro
Os brasileiros gastaram em viagens internacionais US$ 1,100 bilhão em março, contra US$ 313 milhões no mesmo mês do ano passado do ano passado, segundo o BC. Já os estrangeiros que estiveram no país deixaram US$ 453 milhões, contra US$ 213 milhões em março de 2021.
Os gastos de turistas brasileiros no exterior superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19. O setor foi um dos mais afetados pela crise sanitária por conta das restrições de mobilidade e isolamento social.
Assim, houve déficit na conta de viagens de US$ 648 milhões em março de 2022, contra US$ 100 milhões um ano antes.

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