Empresas revelam menos surpresas positivas no 2º trimestre
Confira aqui a avaliação da Safra Corretora sobre a última temporada de balanços. setores farmacêutico, industrial e de serviços se destacaram Em termos de frequência das surpresas positivas, o segundo trimestre de 2022 foi mais fraco do que o primeiro
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A Safra Corretora analisou o saldo dos balanços reportados nas últimas semanas pelas empresas do seu universo de cobertura. Em termos de frequência das surpresas positivas, o segundo trimestre de 2022 foi mais fraco do que o primeiro.
Quase 34% dos resultados vieram acima das expectativas, enquanto cerca de 23% deles estiveram dentro do esperado e 43% decepcionaram. No primeiro trimestre, essa divisão foi de 49%, 18% e 33%, respectivamente.
Em relação às principais linhas, foi um trimestre positivo quando falamos em receita (crescimento anual de 20,9%) e Ebitda (+22,5%), mas negativo quando pensamos em lucro líquido (-9,6%). Excluindo Vale e Petrobras, as duas maiores empresas da Bolsa brasileira, a queda anual de lucro foi de 25%. Das 97 empresas analisadas, 17,5% apresentaram prejuízo no período, contra 9,4% no primeiro trimestre.
A queda nos lucros é explicada principalmente pelo efeito do aumento na taxa de juros sobre a alavancagem das empresas nos setores de concessão, varejo e saúde, e por alguns itens não recorrentes quando falamos do setor de utilidades básicas.
Comparando com as nossas estimativas, o trimestre superou as projeções de receita, Ebitda e lucro líquido em 3,2%, 4,0% e 2,1%.
Destaques setoriais do 2º tri
Os destaques positivos do segundo trimestre de 2022 foram:
Farmácias: Bom crescimento de vendas, com aumento de margem bruta, efeito do ajuste antecipado no preço dos medicamentos).
Serviços financeiros: Melhora de resultados com crédito, proporcionando um sólido desempenho para os bancos, além do bom crescimento de receita e sinistralidade normalizando em BB Seguridade e maior volume transacionado, recuperação de margens e controle de custos da Cielo.
Indústria: Destaque para Fras-Le, que teve um forte crescimento de receita tanto com a melhora de demanda das montadoras quanto do mercado de reposição.
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