Centro-Oeste tem maior alta de crédito entre regiões no 2º trimestre, com 4,7%, informa BC
Estoque de financiamentos cresceu 3,5% no Sistema Financeiro Nacional, enquanto avançou 3,6% no Sul, 2,5% no Norte e 1,8% no Sudeste O Centro-Oeste foi a região com a maior taxa de crescimento do mercado de crédito, com avanço de 4,7% no segundo trimestre deste ano. Segundo estudo divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (01), o Nordeste ficou em segundo lugar, com alta de 4,4% no saldo de empréstimos.
O estoque de financiamentos cresceu 3,6% no Sul, 2,5% no Norte e 1,8% no Sudeste. Ao todo, o saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional aumentou 3,5% no trimestre.
Leia mais:
Crédito sobe 0,8% em julho, com expansão de 16,3% em 12 meses, projeta Febraban
Estoque de crédito sobe 1,6% em junho, para R$ 4,956 trilhões, diz BC
Concessões de crédito sobem 0,1% em junho, aponta BC
Taxa de juros do cartão de crédito sobe 1,6 ponto em junho, a 370,4% para o cliente rotativo
O maior ritmo de crescimento agregado em todas as regiões caracterizou ambas as carteiras – a de pessoas físicas (PF) aumentou 4,0% e a de jurídicas (PJ), 2,7%, ante expansões respectivas de 3,2% e de 1,2% no trimestre anterior, ressaltou a pesquisa.
De acordo com o documento, o segmento de operações com recursos livres às empresas apresentou variação maior no Centro-Oeste (com liderança do financiamento à exportação, a exemplo do observado no primeiro trimestre), e no Nordeste, região que intensificou a alta, ante o trimestre precedente.
No crédito para as famílias, o Centro-Oeste e o Norte se destacaram no período, especialmente no financiamento rural, para investimento e custeio. De outra parte, o Sul registrou contração discreta do crédito rural, após avanço significativo no primeiro trimestre, afirmou o BC.
O estudo ressaltou ainda que os financiamentos imobiliários permanecem em alta, mesmo em contexto de juros mais elevados. Em relação à inadimplência, a autoridade monetária pontuou que houve aumento moderado no trimestre, puxado por pessoas físicas.
Entre as famílias, as maiores elevações de inadimplência foram registradas pelo Norte e Nordeste. Em sentido oposto, houve recuo no Centro-Oeste, que passou a ter a menor inadimplência na carteira PF.
Enquanto isso, o inadimplemento nas operações com empresas recuou, influenciado pelos desempenhos do Norte, Sudeste e Nordeste. Nessa última região, inclusive, a taxa reverteu a alta observada em abril, nas operações com recursos direcionados (financiamentos imobiliários e com o BNDES), observou o BC.
O estudo mostrou que o destaque do mercado de crédito no período é a tendência de elevação das taxas de juros, mas com discreta repercussão sobre a inadimplência.
No segmento empresarial, o desempenho positivo da atividade econômica em todas as regiões no segundo trimestre, à exceção do Sudeste, contribuiu para a evolução do crédito, com destaque para crescimento do saldo nas modalidades capital de giro e financiamento à exportação, disse.
No mesmo sentido, a ampliação da margem de consignação em folha permitiu que as famílias aumentassem o endividamento em modalidade de custo mais baixo, com possíveis reflexos positivos sobre a inadimplência, concluiu.
Daniel Dan/Pexels

