Na América Latina, 23% dos executivos apontam alta significativa de fraudes em pagamentos online
Tipos de fraude que mais cresceram ao longo do último ano foram golpes de engenharia social, registro de contas falsas e roubo de identidade Na América Latina, 23% dos executivos apontam uma “alta significativa” de fraudes em pagamentos online nos últimos 12 meses, segundo um estudo da LexisNexis Risk Solutions. Outros 32% citam “alta moderada” e 35% “alta leve”. Somente 6% dizem que as fraudes ficaram estáveis e 3% reportam queda.
O estudo, intitulado Fraude de Pagamento Digital em Mercados de Alto Crescimento, mostra ainda que, globalmente, os tipos de fraude que mais cresceram ao longo do último ano foram golpes de engenharia social (47% dos executivos detectaram “muito mais” golpes desse tipo), registro de contas falsas (47%) e roubo de identidade (46%). Questionados quais golpes mais afetam as receitas de suas empresas, os entrevistados citaram fraudes em pagamentos com QR Code, em carteiras digitais e registro de contas falsas.
“A rápida transição para transações digitais pode ser uma faca de dois gumes”, diz Pratik Choudhary, gerente de estratégia de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions. “Embora melhore significativamente a experiência do consumidor, deixou muitas organizações vulneráveis a fraudes. As empresas precisam adotar métodos de pagamento mais recentes, incluindo bancos online e carteiras digitais, mas também se preparar para a sofisticação das fraudes de pagamento”, acrescenta.
Quando questionados sobre quais são suas prioridades para os próximos 12 meses, melhorar a gestão e prevenção de fraudes ficou em terceiro lugar, com 76% dizendo que isso é uma alta prioridade. Uma fatia de 55% dos executivos afirma que as fraudes os fazem gastar mais recursos na prevenção, com compliance (também 55%) e com multas impostas pelos reguladores (45%).
Em relação às dificuldades para combater as fraudes, os principais empecilhos citados pelos executivos são receios com privacidade (50%), preocupação que as ferramentas prejudiquem a experiência do usuário (46%) e complexidade na implementação de novas tecnologias (44%). Os métodos de autenticação mais usados são biometria (56%), senha única (50%) e verificação de dispositivo (47%). “A autenticação multifator é usada por menos da metade das empresas”, aponta o levantamento.
A maioria (91%) dos executivos acredita que tem informação suficiente para combater as fraudes da melhor maneira possível, mas ao mesmo tempo, 80% afirmam que as disrupções atuais na economia e em seus segmentos podem elevar o risco de fraude nos próximos dois anos.
O estudo da Lexis Nexis contou com um levantamento feito pela Forrester Consulting. Foram ouvidos 326 executivos em três regiões emergentes (América Latina. Europa, Oriente Médio e África. e Ásia-Pacífico). Na divisão por segmentos, 32% são de serviços financeiros, 29% do varejo, 22% de telecomunicações e 17% de entretenimento.
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