Bitcoin retoma US$ 20 mil e moedas digitais passam de US$ 1 trilhão
Melhora no humor é atribuída à expectativa de bons resultados corporativos de empresas de tecnologia Maior das criptomoedas, o bitcoin (BTC) pegou embalo nesta terça na alta das ações de tecnologia e voltou a se negociado acima de US$ 20 mil, patamar perdido há duas semanas. O movimento foi seguido pelo ether (ETH), moeda nativa da blockchain do Ethereum, com ganho de até 10% e negociado próximo dos US$ 1.500. Com isso, o valor de mercado somado de todas as criptomoedas voltou a ultrapassar US$ 1 trilhão.
A melhora no humor é atribuído à expectativa positiva com os resultados das empresas de tecnologia, particularmente com a Apple no segmento de serviços. Nesta terça, saem os resultados do terceiro trimestre de Alphabet e Microsoft, que podem sustentar ou reverter os ganhos do segmento.
Diante das incertezas na cena macroeconômica, as principais moedas digitais têm oscilado com pequenas variações nos últimos dias, seguindo a tendência dos mercados de risco.
Analistas acreditam que as criptomoedas só encontrem um direcionamento mais duradouro após a reunião de política monetária do Federal Reserve na próxima semana.
Perto das 14h30 (horário de Brasília), o bitcoin tinha alta de 4,1% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 20.037, e o ether subia 9,5%, a US$ 1.460,49 conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado do conjunto de moedas digitais era de US$ 1,013 trilhão.
Em reais, o bitcoin subia 3,83% para R$ 105,666, enquanto o ethereum registrava valorização de 9,35% a R$ 7.720,12, de acordo com valores fornecidos pelo MB. Parte da alta das criptomoedas em reais reflete a forte depreciação do real ante o dólar nos últimos dias.
“Existe sempre a possibilidade de movimentos imprevistos mas, de maneira geral, não há nenhuma indicação de grandes oscilações por eventos do próprio mercado cripto. As incertezas atuais vêm muito mais do campo das finanças tradicionais”, disse Humberto Andrade, especialista de criptoativos do podcast CryptoVerso Brasil, destacando que a “lateralidade” tem se mostrado positiva por não renovar as mínimas nas últimas três semanas.
O especialista destaca, no entanto, que o volume de negociações tem se mostrado bem abaixo da média, o que reforça a percepção de um período mais neutro para o segmento digital do que se imaginava até então.
André Franco, chefe de análise do MB, acredita que isso pode mudar no início de novembro, após a reunião do Fed e uma maior sinalização dos próximos passos na política monetária e os efeitos na atividade econômica. Franco observa que os dados on-chain continuam mostrando aumento de posições dos investidores de longo prazo em bitcoin, atingindo um novo recorde com mais 7 mil bitcoin adicionados nesse segmento de mercado.
Na análise mais específica do segmento cripto, Franco observa que após a atualização do software o ether já poderia se tornar deflacionário, dependendo da atividade da rede. Ele acredita que isso está bem próximo de acontecer devido a atividade recente da rede. “Se considerarmos que o uso atual é muito aquém do que já foi um dia, o ether tem grande potencial de atingir a deflação no futuro próximo”, disse.

