Estoque de crédito sobe 2,2% em setembro, para R$ 5,176 trilhões, aponta BC

Saldo total do crédito livre subiu 1,8% no nono mês, chegando a R$ 3,097 trilhões, enquanto o crédito direcionado avançou 2,8%, para R$ 2,079 trilhões O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 2,2% em setembro, para R$ 5,176 trilhões, conforme divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve elevação de 16,8%.

Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária, o estoque de operações foi para 55%, frente a 54,3% em julho. Em setembro de 2021, o saldo era de 52,9%.

O saldo total do crédito livre subiu 1,8% em setembro, chegando a R$ 3,097 trilhões, enquanto o crédito direcionado avançou 2,8%, para R$ 2,079 trilhões.

O saldo total de crédito para as famílias aumentou 1,9% no mês, chegando a R$ 3,067 trilhões. Para as empresas, houve crescimento de 2,6%, para R$ 2,110 trilhão.

As projeções mais recentes do BC para o crescimento do crédito em 2022 são de 14,2% para o total. 17,2% para o livre. 9,7% para o direcionado. 16,4% para pessoas físicas. 11,2% para pessoas jurídicas.
O sistema financeiro concedeu em setembro 2,6% a menos em novos empréstimos e financiamentos em relação a um mês antes. O número leva em conta as concessões totais em cada mês. Considerando a média por dia útil, houve aumento de 6,7%.
As concessões para clientes corporativos tiveram elevação de 0,2% contra o mês anterior, somando R$ 241,7 bilhões. Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 284,5 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, queda de 4,8% perante agosto.
As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, cederam 0,3%. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, diminuíram 14,9%.
BNDES
A carteira de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas encerrou setembro com alta de 0,5%, para R$ 384,219 bilhões. A comparação é com o mês anterior. Olhando as concessões do BNDES, houve queda de 50% no mês, para R$ 3,997 bilhões.

Ivo Brasil/Pexels

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