Telegram começa a vender nomes de usuários como NFTs
O Telegram lançou a capacidade de comprar nomes de usuário a partir desta quinta-feira (27). Os interessados deverão fazer a aquisição por meio da plataforma dedicada Fragment, dando lances nos nomes desejados. O pagamento será feito com a criptomoeda Toncoin, da rede TON, que hoje está valendo R$ 8,50 a unidade. Criador do Telegram acusa WhatsApp de vigiar usuários O que o Telegram quer dizer quando fala que tem uma API aberta? Aparentemente, não há restrições de compra e se aplicará a regra básica de qualquer leilão: quem pagar mais, leva. O anúncio foi feito pelo CEO do Telegram, Pavel Durov, em seu canal oficial na plataforma. Todos os endereços comprados usarão o formato nomedeusuario.t.me e o respectivo arroba (@nomedeusuario). Os nomes comprados poderão ser atribuídos como links para sua conta pessoal, canal ou grupo. Até o momento, a conta mais cara é o @bank, que não sai por menos de 63 mil Toncoin (cerca de R$ 535 mil). -Podcast Porta 101: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.- Será possível também vender esses nomes de usuários em alguns dias. Esse mercado de compra de usernames pode criar uma espécie de especulação em torno dos endereços mais populares, o que pode elevar ou reduzir os preços. Segundo Durov, essa é a primeira vez na história das mídias sociais que se estabelece um mercado justo e transparente para os nomes de usuários. Cada comprador terá direito de propriedade sobre a URL usada para acessar seu perfil, com autenticidade garantida por uma rede de blockchain descentralizada. No final de agosto, o criador do Telegram havia prometido comercializar os endereços em breve. Pavel Durov se mostrou bastante empolgado com uma iniciativa semelhante, também feita na blockchain TON, alegando que o sucesso no Telegram seria ainda maior, já que a plataforma conta com mais de 700 milhões de usuários. NFTs e propriedades digitais no Telegram O leilão com nomes de usuários deve gerar uma ótima receita para o Telegram (Imagem: Reprodução/Fragment) O recurso tenta pegar carona na premissa de posse da Web 3.0, gerando lucro extra para o Telegram. A iniciativa seria uma forma de ganhar dinheiro para reinvestir em prol de melhorias no app de mensagens, já que o serviço é totalmente gratuito. As partes interessadas fariam acordos baseados na venda de NFTs, com propriedade garantida no blockchain por meio de contratos inteligentes. Recentemente, o mensageiro lançou o Telegram Premium, serviço de assinaturas que oferece recursos exclusivos para os pagantes. O serviço custa R$ 24,90 mês aqui no Brasil, trazendo benefícios como envio de arquivos com até 4 GB de tamanho, downloads mais rápidos, participação em até mil canais e acesso aos recursos de teste antes de chegar à versão estável. No começo de setembro, os desenvolvedores começaram a trabalhar em um importante recurso de segurança. Será possível associar um e-mail à sua conta do Telegram, permitindo o uso da autenticação de dois fatores e manutenção das conversas, mesmo ao trocar de telefone. A atualização mais recente do Telegram trouxe reações infinitas e emojis nos status. As pessoas agora conseguem usar até três reações por mensagem, em vez de apenas uma, além de não haver limite no total.

