BC: Dívida bruta do governo geral cai a 77,1% do PIB em setembro

Banco Central mostrou ainda que a dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 58,3% A dívida bruta dos governos no Brasil saiu em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de 77,5% em agosto para 77,1% em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). Em termos nominais, o montante passou de R$ 7,231 trilhões para R$ 7,262 trilhões.

De acordo com o Banco Central BC), a variação mensal da dívida pode ser explicada principalmente por efeito do crescimento do PIB nominal, que contribuiu para reduzir a dívida em 0,7 ponto percentual e dos resgates líquidos de dívida, com 0,4 ponto para baixo. Por outro lado, os juros nominais apropriados puxaram o percentual 0,6 ponto para cima e do efeito da desvalorização cambial teve efeito altista de 0,2 ponto.
O BC mostrou ainda que a dívida líquida do setor público não financeiro teve ligeira alta mensal de 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação ao PIB em setembro, para 58,3%, o que o BC considera estabilidade.
A variação mensal, segundo o BC, pode ser explicada por juros nominais apropriados, que puxou a dívida 0,8 ponto percentual para cima, e pelo efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida, com alta de 0,5 ponto.
Em movimento oposto, a desvalorização cambial de 4,4% em setembro, reduziu a dívida em 0,6 ponto, o crescimento do PIB nominal em 0,5 ponto e o superávit primário em 0,1 ponto.
Como o Brasil é credor em moeda estrangeira, a alta do dólar tem efeito de reduzir a dívida líquida, que desconta as reservas internacionais.

Pixabay

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