Quem emprega mais pessoas, bancos tradicionais ou fintechs?
À medida que conquistam uma base cada vez maior de clientes, instituições digitais também precisam expandir sua força de trabalho para atender esses usuários Nos últimos anos, as fintechs cresceram fortemente. À medida que conquistam uma base cada vez maior de clientes, também precisam expandir sua força de trabalho para atender esses usuários. Diferentemente dos bancos tradicionais, elas não possuem uma rede de agências físicas, o que significa que a folha de pagamento – e os custos em geral – são muito mais baixos. Além disso, muitas já nascem com todos os sistemas em nuvem, o que as torna mais ágeis e também economiza gastos. Ainda assim, com o crescimento da receita, vem junto um aumento do total de colaboradores.
Esta semana, o Nubank anunciou a inauguração de hoje um novo prédio em São Paulo para ser usado para trabalho em equipe, grandes eventos, treinamentos e festas. Além das mudanças no modelo de trabalho trazidas pela pandemia (home office, híbrido, presencial), sua equipe global aumentou de 2,7 mil pessoas em julho de 2020 para mais de 7 mil hoje.
Enquanto isso, o C6 Bank dobrou o número de funcionários entre janeiro e outubro deste ano para acompanhar o crescimento do banco, que já tem mais de 20 milhões de clientes. Em 2022, 1,9 mil pessoas passaram a fazer parte do grupo, que agora conta com quase 4 mil funcionários. Para abrigar toda a equipe, o banco terá mais dois prédios de escritórios nos Jardins, na capital paulista. Com 8 mil metros quadrados, a atual sede na Avenida Nove de Julho, também na capital, comporta apenas 882 funcionários – os demais se revezam no trabalho remoto. Nesta semana parte da equipe começou a ocupar um prédio com 6,2 mil metros quadrados e capacidade para 988 pessoas, também na Nove de Julho. No ano que vem, os funcionários ocuparão outro edifício na mesma avenida, com 5,4 mil metros quadrados e capacidade para 740 pessoas. Com a expansão, o banco deve voltar ao trabalho presencial quatro vezes por semana.
Itaú é o banco brasileiro com mais funcionários e emprega quase 100 mil pessoas
Ana Paula Paiva/Valor
Os bancos incumbentes, por sua vez, também são afetados pela digitalização dos últimos anos – que foi acelerada pela pandemia – e vem reduzindo o número de agências. Obviamente isso tem um impacto no número de funcionários. Entretanto, para competir em pé de igualdade com as fintechs, eles precisam investir bastante em tecnologia, e isso significa aumentar as equipes. Até mesmo por isso, a folha de pagamento não cai na mesma velocidade que o número de agências. As instituições estatais, é claro, têm mais dificuldade de ajustar sua força de trabalho, pois a contratação depende de concurso público e as demissões são raríssimas. Na prática, o funcionário só deixa o banco ao se aposentar.
Assim, o Valor listou os maiores bancos e fintechs para mostrar quem emprega mais gente. Nela é possível observar que, se o Nubank já passou o Santander em número de clientes, por exemplo, em total de funcionários a história é bem diferente. Confira o ranking abaixo:

