Itaú diz que decisão final sobre eventual recompra de bônus depende de custos

Se diferença em relação a nova emissão for mais de 0,5 ponto, banco não deve nem discutir possibilidade O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, afirmou que, se a diferença de custo em relação a uma nova emissão for de mais de 0,5 ponto porcentual, o banco não vai nem discutir a eventual recompra de bônus externos (bonds). Se a diferença for abaixo disso, a recompra não será automática, mas pode ser avaliada, à luz de diversos fatores.

No fim do mês passado o Itaú divulgou um fato relevante afirmando que decidiu não exercer a opção de resgatar em 12 de dezembro as notas subordinadas perpétuas/AT1 emitidas em 2017, no montante total de US$ 1,25 bilhão e taxa fixa de retorno de 6,125%. Segundo o banco, a decisão de não exercer a opção de resgate neste momento decorre de aspectos econômicos, como maior custo de refinanciamento, profundidade de mercado e volatilidade.

Após a primeira data de opção de resgate, as notas terão opções de recompra semestrais nos dias 12 de junho e 12 de dezembro de cada ano. “O Itaú Unibanco continuará a monitorar o mercado de forma muito próxima e buscará oportunidades alinhadas à sua estratégia para exercer a opção de resgate das Notas”, disse o banco na ocasião.

O presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho
Silvia Zamboni/Valor

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