Juros futuros curtos se afastam das mínimas com Campos Neto no radar; dólar segue em queda

Questão da responsabilidade fiscal do próximo governo segue no radar dos agentes financeiros Embora o alívio nos mercados financeiros domésticos após a sinalização de responsabilidade fiscal emitida pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) continue no radar dos participantes do mercado, a incerteza sobre a sustentabilidade da dívida pública ainda pesa. Assim, declarações dadas nesta sexta-feira pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, foram acompanhadas de perto e levaram os juros curtos a se afastarem das mínimas e a operarem perto da estabilidade.
Mais cedo, a taxa do DI para janeiro de 2024 chegou a cair para 13,905%, na mínima do dia. No entanto, por volta das 11h10, o juro operava a 14,11%, praticamente estável em relação ao ajuste anterior (14,15%). No câmbio, o dólar ainda mantém queda firme e recuava 1,06%, para R$ 5,3432.
Em evento, Campos Neto voltou a mostrar preocupação com a situação fiscal e afirmou que há uma incerteza elevada neste momento. Além disso, o dirigente apontou que a questão fiscal é uma variável para o Banco Central e que se a convergência esperada pela autoridade monetária não acontecer, “vamos reagir”.

Daniel Acker/Bloomberg

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