Coinbase faz acordo de US$ 100 milhões com NY por falha em documentação de clientes

Empresa falhou em procedimentos do tipo Conheça se Cliente (KyC), permitindo transações de pessoas com antecedentes criminais relevantes A Coinbase Global Inc., a maior exchange de criptomoedas dos EUA, disse que sua unidade nos Estados Unidos chegou a um acordo de US$ 100 milhões com reguladores de Nova York por permitir que clientes abram contas com verificações de antecedentes insuficientes.
O acordo com o Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York exige que a empresa pague uma multa de US$ 50 milhões e gaste US$ 50 milhões para melhorar a conformidade ao longo de dois anos, informou a Coinbase na quarta-feira.
“A Coinbase falhou em construir e manter um programa de conformidade funcional que pudesse acompanhar seu crescimento”, disse Adrienne A. Harris, superintendente de serviços financeiros de Nova York, em comunicado.
Durante o período relevante, a Coinbase tratou os requisitos de integração do cliente como um “simples exercício de check-the-box e falhou em conduzir a devida diligência”, disse o departamento.
Em um caso, a Coinbase integrou um cliente que foi acusado de crimes relacionados a material de abuso sexual infantil na década de 1990 e permitiu que o cliente se envolvesse em transações suspeitas por mais de dois anos antes de fechar as contas, disse o departamento.
Em outro exemplo, a Coinbase permitiu que um indivíduo que se dizia funcionário de uma empresa abrisse uma conta em nome dessa empresa sem autorização, resultando em um roubo de mais de US$ 150 milhões, que foi posteriormente recuperado.
No final de 2021, a Coinbase não conseguiu acompanhar um acúmulo crescente de mais de 100 mil alertas de monitoramento de transações não revisados, disse o departamento.
“A Coinbase tomou medidas substanciais para lidar com essas deficiências históricas e continua comprometida em ser um líder e modelo no espaço de criptoativos, incluindo parcerias com reguladores quando se trata de conformidade”, disse Paul Grewal, diretor jurídico da Coinbase, em um comunicado.
A indústria de criptoativos tem lutado com o aumento da pressão regulatória sobre a aplicação de regras de Conheça seu Cliente (KyC) e programa antilavagem de dinheiro. A Binance, a maior exchange global de criptomoedas, e a FTX, sua agora falida rival, enfrentaram investigações dos EUA sobre lavagem de dinheiro, informou a Bloomberg anteriormente.
Nova York exige que as empresas envolvidas em serviços de criptoativos obtenham sua BitLicense para operar no estado, o que permite que seus reguladores conduzam exames e supervisão. Em agosto, o Departamento de Serviços Financeiros multou o braço de criptoativos da Robinhood Markets Inc. em US$ 30 milhões por violações nas regras contra lavagem de dinheiro, entre outros procedimentos.
A Coinbase divulgou a investigação de Nova York relacionada ao seu programa de conformidade em seu arquivamento anual de 2021. “O tamanho do acordo não é significativo no contexto” dos mais de US$ 5 bilhões em dinheiro em seu balanço, mas “provavelmente pressionará a empresa a continuar a aumentar os investimentos e despesas contínuas” relacionadas à conformidade, escreveram analistas da KBW, incluindo Kyle Voigt em nota quarta-feira.
As ações da Coinbase saltaram 11%, para US$ 37,41, nesta quarta. Os papéis caíram 86% no ano passado. Bitcoin, a maior criptomoeda em valor de mercado, caiu 64% em 2022.
–Com assistência de Matt Turner.

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