Fundos de investimento têm resgate de R$ 162,9 bilhões em 2022, diz Anbima
Movimento não poupou nenhuma classe, segundo dados consolidados pela entidade que representa os mercados financeiro e de capitais O investidor resgatou R$ 162,9 bilhões dos fundos de investimentos em 2022. O movimento não poupou nenhuma classe, segundo dados consolidados pela Anbima, divulgados há pouco. Houve saques de R$ 48,9 bilhões na renda fixa, R$ 70,5 bilhões em ações e R$ 87,6 bilhões nos multimercados. O setor encerrou o ano com um patrimônio de R$ 7,4 trilhões, com incremento de 7,1%.
Entre os estruturados, os fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC) atraíram R$ 12,7 bilhões, enquanto os fundos de participação tiveram captação de R$ 17,8 bilhões.
Os títulos de renda fixa representaram uma concorrência frontal para o setor de fundos, com o estoque de papéis privados com incremento de R$ 264,3 bilhões no ano, considerando só letras e certificados de crédito imobiliário (CRI) e do agronegócio (CRA), mostra a Anbima.
A entidade também destaca que os fundos estruturados representavam, ao fim de 2022, 16% do total da indústria, com R$ 1,2 trilhão, em comparação aos R$ 800 bilhões de dezembro de 2020.
Já os investimentos no exterior via fundos que podem aplicar até 67% em ativos offshore encolheram de R$ 70,9 bilhões para R$ 36 bilhões no ano, até novembro de 2022. Houve resgates de R$ 26,1 bilhões nesse período, e o número de contas caiu 42,3%, a 247,4 mil.
Outra foto parcial apresentada pela entidade é que os fundos que aplicam diretamente em ativos digitais tinham uma exposição de R$ 2,1 bilhões em outubro a essa classe.
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