Ether supera ganho do bitcoin na primeira semana do ano
Com atenções voltadas para nova atualização, que deve liberar as moedas retidas para staking, ether acumula alta de 3,5%, enquanto bitcoin subiu 0,6% O bitcoin (BTC) e algumas das principais criptomoedas chegam ao último dia útil da primeira semana do ano com ganhos modestos, ainda atolados nas incertezas macroeconômicas comuns aos demais ativos de risco e desafios para o segmento de ativos digitais diante da viabilidade de novos investimentos e das iniciativas de regulação.
No período, o destaque fica para o token SOL, da Solana, abatido no ano passado pela quebra da FTX, que acumula uma recuperação de 35% em 2023, com uma melhor avaliação das perspectivas para a rede blockchain que promete custos mais acessíveis e velocidade superior que o Ethereum.
Maior das criptomoedas, o bitcoin oscilou próximo de US$ 16,6 mil desde a virada do ano, acumulando um ganho modesto de 0,6% nos últimos sete dias, período marcado por baixo volume de negócios devido aos feriados.
Já o ether (ETH) teve maior amplitude de variação, cotado entre US$ 1.190 e US$ 1.255 no período, com as atenções agora voltadas para atualização Xangai, prevista para março, que deve liberar as moedas retidas para staking. Nos últimos sete dias, o ether tem alta de 3,5%.
Na avaliação de Humberto Andrade, especialista de criptoativos do podcast CryptoVerso Brasil, enquanto o preço do bitcoin continua estável, o mercado se prepara para retomar uma guinada ainda este ano, tentando superar episódios como o quebra da FTX, que deixou os investidores mais atentos às questões de liquidez e, principalmente, compliance.
”Até onde a euforia do começo do ano vai acompanhar a realidade não dá pra saber, mas que o ano começa com uma pitada de coisa boa, isso é certeza”, disse.
Perto das 9h25 (horário de Brasília), o bitcoin tinha baixa de 0,5% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 16.726,72, e o ether, moeda digital da rede ethereum, tinha baixa de 0,9%, a US$ 1.242,78, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 846 bilhões. Em reais, o bitcoin recuava 0,74% a R$ 90.265,28 e o ether perdia 0,83% a R$ 6.706,12, de acordo com valores fornecidos pelo MB.
Para Fernando Pereira, analista da Bitget, três projetos bem fundamentados podem se sobressair em janeiro, de acordo com a formação gráfica que vem fazendo. São eles Cardano (ADA), Polkadot (DOT) e Avalanche (AVAX), enquanto o bitcoin não consolida uma tendência de preço mais assertiva. “Todas podem entregar um resultado interessante no curto prazo”.
Segundo João Marco Cunha, gestor de portfolio da Hashdex, o mercado de criptomoedas está atipicamente devagar desde dezembro do ano passado. Neste início de 2023, João Marco avalia que está ocorrendo um movimento inverso, com as duas maiores criptomoedas relativamente “paradas” enquanto as altcoins apresentam volatilidades muito maiores. Mesmo com a notícia de que o marketplace de Tokens Não Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês) da rede Solana, o Magic Eden, vendia obras de arte digitais falsas, a criptomoeda do protocolo, chamada SOL, segue em alta. A solana tem reagido positivamente a um tuíte do criador do Ethereum, Vitalik Buterin, elogiando a rede, ao mesmo tempo em que novas aplicações e criptomoedas são lançadas no blockchain da Solana.
O gestor da Hashdex acredita que será necessário algum desenvolvimento positivo no cenário macroeconômico internacional para que os principais criptoativos voltem a subir. Em especial, ele destaca a necessidade de se atentar às comunicações do Federal Reserve, o banco central dos EUA. “Não só os criptoativos, mas ativos de risco em geral não precisam necessariamente de uma mudança de direção na política monetária, mas querem ter uma sinalização de que isso irá acontecer”, disse.

