Ações ambientais são desafio para bancos, diz executiva da Febraban
O setor, por ser o detentor de recursos, tem um papel central na condução dessas políticas de sustentabilidade, afirma Leila Melo A implementação de práticas voltadas à preservação do meio ambiente é o maior desafio para todas as empresas, principalmente os bancos. O setor, por ser o detentor de recursos, tem um papel central na condução dessas políticas de sustentabilidade. Essa é a visão de Leila Melo, do comitê executivo do Itaú Unibanco e presidente do Conselho de Autorregulação da Febraban.
Segundo ela, as políticas ESG, sigla em inglês que se refere aos pilares ambiental, social e de governança, aumentaram sua relevância no Brasil, na esteira que já acontece no mundo todo. Entretanto, diferentemente da governança – que já era tratada nas análises de crédito – e a parte social, com a criação e fundações ou institutos, a parte ambiental é o maior desafio do momento para as instituições financeiras.
“É o desafio da década. Avaliar as melhores práticas não é só nas operações com cliente que captam recursos para transformação de energia e tudo mais, é um compromisso que precisa ser assumido por todas as empresas e governos”, afirmou a executiva, ao participar de live organizada pela Febraban e realizada na manhã desta segunda-feira.
Leila comentou que, internamente, além das questões de análise de crédito, que ganharam força recentemente com as discussões para substituir a resolução 4.327, aprovada em 2014, os bancos já entendem que práticas sustentáveis precisam ir além. Tanto que, de acordo com ela, o Itaú por exemplo tem uma área específica para avaliar em editais como os potenciais fornecedores estão implementando essas políticas socioambientais.
“Imagina para uma instituição como Itaú, que tem milhares de fornecedores, quais os impactos sociais e ambientais que geram na sociedade”, elucida. A executiva também lembrou o Plano Amazônia como outra iniciativa que demonstra essa preocupação dos bancos.
Para Gesner Oliveira e Sergio Odilon dos Anjos, ambos conselheiros independentes de autorregulação da Febraban e que também participaram da live, o avanço e a liderança dos bancos neste processo é fundamental para a mudança cultural de pensamento empresarial e da sociedade. “Se avançarmos no uso racional da terra, o Brasil é um país que tem mais condição de reduzir gases de efeito estufa. Precisamos de muito menos mudança estrutural na nossa cadeira produtiva, dada a nossa matriz limpa, do que países como a Rússia, a China”, comentou Oliveira.
“Sem disseminação do conhecimento não se avança. Zelar pelo meio ambiente é constitucional. Os bancos têm papel central nessa cultura”, afirmou Anjos.
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