Alexandre Camillo assume a Susep e defende desenvolvimento do setor
“O legado [que pretendo deixar] é este ambiente desenvolvimentista pautado minimamente por conhecimento, respeito e confiança”, afirmou Camillo Oficialmente à frente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alexandre Camillo afirmou que vai criar um ambiente de fomento ao desenvolvimento do setor. A experiência de mais de 40 anos no mercado de Camillo foi destacada por representantes do segmento que participaram da cerimônia de posse do executivo nesta quinta-feira.
“O legado [que pretendo deixar] é este ambiente desenvolvimentista pautado minimamente por conhecimento, respeito e confiança”, afirmou Camillo, em seu discurso.
Antes de assumir na Susep, Camillo era presidente do Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), além de diretor da Camillo Corretora de Seguros. O executivo também disse que o setor de seguros não pode ficar sujeito a “humores, quereres e desejos” de quem estiver a frente da Susep. “A instituição seguro é muito maior do que isso. Se formos assertivos, ninguém ousará mudar essa rota. Pode dar uma calibrada ou outra, mas mudar não”.
Segundo ele, os consumidores são os agentes da transformação do setor e o mercado precisa estar atento a isso. Prova disso é a adesão ao open banking e open insurance, além das mudanças promovidas pela tecnologia, com sandbox regulatório, insurtechs e comércio eletrônico.
O presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros (Fenacor) Armando Vergilio celebrou a chegada de Camillo e afirmou que a Susep passa a ser comandada por um profissional do setor “comprovadamente capacitado”. “Alexandre Camillo conhece as reais necessidades dos consumidores, os caminhos que a indústria pode e deve seguir. O mercado tem expectativa sobre o trabalho que a nova gestão da Susep poderá desenvolver. Esperamos voltar a contribuir sempre que necessário”, afirmou.
O Brasil tem cerca de 100 mil corretores e cerca de 140 seguradoras. Mais de 90% dos contratos de seguros no país são de responsabilidade dos corretores, disse o presidente da Fenacor. O corretor é consultor e assessor de todas as horas. A categoria é responsável e tem maturidade o suficiente para seguir o seu caminho.
O secretário especial adjunto do Tesouro e Orçamento, Julio Alexandre Menezes da Silva, lembrou que o setor envolve recursos relevantes, entre 3% e 4% do PIB, e ainda tem potencial de crescimento “enorme”. Mas ainda mais importante que os valores envolvidos, disse, é o impacto da atividade na qualidade de vida do cidadão, o que deve nortear o trabalho da Susep e do novo superintendente Alexandre Camilo.
Menezes definiu Camilo como profissional experiente do setor, “com mais de 40 anos de atuação, publicação de livros afins e participação destacada em entidades representativas”.
Entre as prioridades da nova direção da Susep, disse o secretário, devem estar medidas ligadas a inovação, aumento de produtividade e regulamentação proporcional a cada segmento. Ele destacou demandas relacionadas a segurança cibernética, responsabilidade socioambiental, microsseguros, seguro rural e expansão da participação privada na seguridade do setor de infraestrutura. Ele citou, ainda, a necessidade de se avançar nas discussões sobre seguro garantia, open bank e open insurance.
O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Márcio Coriolano, disse que vê com confiança a chegada do novo superintendente, quem definiu como competente, experiente e capaz de dar continuidade aos avanços na regulação do setor por meio do diálogo com as empresas de seguros e suas entidades de representação.
“Certamente meu querido Camilo saberá dialogar, dialogar e dialogar com todos os atores do sistema para avaliar e promover, junto ao Conselho Nacional de Seguros Privados as correções de rumo que, no nosso entender, são urgentes”, disse Coriolano.
O presidente da CNSeg afirmou que o setor deve comemorar a performance em 2021, quando ajudou a mitigar os efeitos da pandemia, que “despertou ainda mais o sentimento de aversão ao risco”. Ele destacou que, mesmo sob a crise imposta pela pandemia, a atividade de seguros cresceu acima dos outros setores da economia. Nos dez primeiros meses de 2021, disse, houve avanço de 13,4% sobre o mesmo período de 2020 e o fechamento do ano deve confirmar o crescimento de dois dígitos.

