ARTIGO – Como escolher o melhor produto de crédito

Por Ana Carrera*

As contas do início do ano mexem muito com o bolso de grande parte dos brasileiros. IPTU, IPVA, material, matrícula escolar e dívidas pessoais parceladas deixam os orçamentos ainda mais limitados. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em novembro de 2020, o percentual de famílias que relataram ter dívidas (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, compras, crédito consignado, empréstimo pessoal) alcançou 66%.

É nessa hora que muitos pensam em buscar um crédito extra para complementar sua renda. Mas, qual escolher? Qual tem menores taxas? É confiável?

O que é crédito consignado?

Trata-se de um tipo de empréstimo para trabalhadores da iniciativa privada contratados pelo regime CLT. Entre as vantagens estão os juros mais baixos que o crédito convencional e o desconto das parcelas direto da folha de pagamento. Esta modalidade exige um convênio entre o empregador e a instituição financeira.  Importante lembrar que o atraso no pagamento pode gerar multas.

Aposentados, pensionistas e servidores públicos contam com a possibilidade de prazos estendidos em até 96 meses e taxas diferenciadas de acordo com o prazo escolhido. A modalidade exige um convênio entre o órgão público e a instituição financeira e o desconto da parcela é realizado em folha de pagamento.

Quando usar o cheque especial?

É muito comum as pessoas enfrentarem a falta dinheiro, especialmente, no fim de mês. Nesse momento, muitos costumam recorrer ao cheque especial, um tipo de empréstimo pré-aprovado oferecido pelas instituições financeiras.

Na emergência, pode parecer uma boa solução para se livrar do aperto, mas é preciso lembrar que o valor da dívida é calculado diariamente, portanto, quanto mais tempo demorar para devolver o dinheiro, mais taxas serão cobradas. Por isso, deve-se recorrer a essa alternativa somente quando for possível quitar o saldo devedor em um ou dois dias.

Vale a pena financiar ou pagar à vista?

Tudo depende do momento financeiro de cada um. Pagar à vista pode ser uma boa opção, pois em muitos casos é possível negociar e conseguir bons descontos.

Se não for possível reduzir o valor, pode valer à pena financiar em parcelas que não atrapalhem o orçamento mensal. Mas é importante que as parcelas sejam pagas no dia correto para evitar a cobrança de multas e não aumentar os juros.

É importante organizar o orçamento mensal. Os gastos precisam ser compatíveis com a renda. Assim, será possível pagar as contas em dia e até formar uma reserva. Ainda que possamos parcelar os nossos sonhos e objetivos é importante realizá-los com segurança e responsabilidade.

*Ana Carrera é gerente de desenvolvimento de negócios na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP

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