Atividade da indústria brasileira registra contração pela 1ª vez desde maio de 2020, aponta IHS Markit

Índice Gerentes de Compra (PMI) marcou 49,8 em novembro, de 51,7 em outubro, tendo em vista que leituras abaixo de 50 representam contração no setor A atividade da indústria brasileira registrou contração pela primeira vez desde maio do ano passado, de acordo com o Índice Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês), da IHS Markit.

O indicador marcou 49,8 em novembro, de 51,7 em outubro. Leituras abaixo de 50 apontam contração no setor. O PMI agrega dados de novas encomendas, produção, vendas internas e externas, empregos, preços de insumos e de produtos finais, apurados junto a cerca de 400 empresas no país.
Leia mais:
Faturamento da indústria cai pelo terceiro mês seguido, apura CNI
Inflação de “porta de fábrica” avança 2,16% em outubro e acumula 28,83% em 12 meses, diz IBGE
Segundo a Markit, a indústria reduziu a produção para acompanhar a queda na venda de seus produtos. A ruptura da cadeia de fornecimento de insumos continua a prejudicar a atividade do setor. Como consequência, as aquisições de matérias-primas recuaram, assim como as contratações de empregados. Os aumentos da taxa de juros e dos custos também foram citados como problemas pelas empresas.

Em relação aos preços, tanto os custos de insumos quanto a inflação da produção continuaram a registrar aumentos que não eram registrados na história da pesquisa antes do início da covid-19, diz o relatório da consultoria.

“Muitos esperam que os esforços recentes do Banco Central para conter a inflação por meio do endurecimento da política monetária sejam bem-sucedidos, mas as empresas expressaram preocupação de que as perspectivas de crescimento possam ser prejudicadas pelo aumento das taxas de juros. Além disso, o Índice de Custos de Insumo do PMI subiu para uma alta de cinco meses em novembro, comentou Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da IHS Markit.

Share