Aumento da taxa de juros nos EUA depende da retomada do emprego, diz Wells Fargo
“A barreira para aumentos de juros agora depende diretamente no mercado de trabalho, com a declaração indicando que o limite de inflação, mesmo sob o novo regime flexível do Fed, foi atingido”, disse o banco A decisão do banco central americano, Federal Reserve (Fed), em dar início à elevação das taxas de juros no ano que vem vai depender da recuperação do mercado de trabalho. Essa foi a avaliação do banco Wells Fargo em relatório sobre a decisão do Fed de hoje.
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“A barreira para aumentos de juros agora depende diretamente no mercado de trabalho, com a declaração indicando que o limite de inflação, mesmo sob o novo regime flexível do Fed, foi atingido”, escreveu o banco.
A decisão do Fed de hoje foi de dobrar a redução de estímulos à economia dos EUA, cortando mais US$ 15 bilhões da compra de títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas. Agora, o corte mensal passa a ser de US$ 30 bilhões e o programa deve ser concluído em março, e não mais no meio do ano, se for mantido esse ritmo.
“As mesmas forças que incitam o Fed a encerrar as compras mais cedo também o aproximam das condições previamente estabelecidas para o aumento da taxa dos Fed Funds: inflação acima de 2%, em curso para ultrapassar 2% por algum tempo, e pleno emprego”, ainda segundo avaliação do banco.
No documento, o banco ainda aponta que o gráfico de pontos [“dot plot”], indicou para três aumentos na taxa já em 2022, enquanto no gráfico de setembro ficavam entre nenhum e um aumento no ano que vem. A projeção também aponta para um crescimento da taxa de juros em 75 pontos-base em 2023 e 50 pontos-base em 2024.
“Estamos céticos em relação a esse preço de mercado, e esse é um dos motivos pelos quais esperamos que o rendimento do Tesouro de dez anos se mova continuamente para 2%, à medida que 2022 avança.”
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