Banco BV incorpora a agenda ESG ao cotidiano dos negócios
A instituição possui 5 compromissos públicos e quase 50 internos
Na esquerda: Tiago Soares, Gerente executivo de sustentabilidade | Na direita: Daniela Agostinho, Coordenadora de sustentabilidade
Divulgação
O final de 2019 marcou o início de uma jornada transformacional no BV, quando o banco estruturou uma nova estratégia para a área de sustentabilidade. Novos pilares, metas e compromissos públicos foram definidos e automaticamente perseguidos por toda instituição, em um fenômeno marcado por “apadrinhamento” das lideranças e forte engajamento dos colaboradores, além de envolver diferentes verticais do negócio e novos stakeholders.
Em resumo, um acrônimo ganhava forma e uma agenda era incorporada ao cotidiano da empresa. Hoje, o ESG (sigla que vem do inglês e quer dizer Governança Ambiental, Social e Corporativa) é um pilar estratégico no BV, como conta Tiago Soares, gerente executivo de Sustentabilidade. “Sabemos que se trata de uma jornada em constante transformação. Nossa única certeza é que o amanhã não será igual a hoje. Em breve, outras análises e metas serão necessárias, por isso é tão fundamental começar essa transformação olhando para dentro para entender melhor nosso impacto.”
Esse “olhar para dentro” rendeu três pilares. No ambiental, reduzir e compensar impactos que o banco gera. No social, acelerar a inclusão interna e externa. Nos negócios, mobilizar recursos para fomentar iniciativas sustentáveis. “Daí se desdobram cinco compromissos públicos e quase 50 metas internas, incluindo algumas ESG atreladas ao bônus dos executivos”, revela Soares.
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Conexão com o mercado
Lançado em 2021, o documento “Pacto por um Futuro mais Leve” torna pública essa agenda até 2030, com uma série de compromissos assumidos. Dentro da agenda definida, quando se pensa no core business do banco, o BV tem um grande desafio à frente, mas muitas oportunidades a explorar. Isso porque a meta assumida é ambiciosa, mas os caminhos desenhados para chegar até ela abrem portas para se relacionar com mais stakeholders e gerar novas receitas.
Primeiro, o compromisso: o BV pretende financiar e distribuir no mercado de capitais R$ 80 bilhões para projetos ligados à sustentabilidade até 2030. “De janeiro de 2021 até o final do 2T22, já liberamos mais de R$ 10 bilhões. Para atingir nossa meta, trabalhamos em parcerias para a diversificação do nosso portfólio de produtos”, conta Luiz Fernando Quaglio, especialista em sustentabilidade do BV. Um exemplo de parceria é a linha de financiamento exclusiva para os entregadores parceiros do iFood na compra de motos elétricas. “Esse novo produto traz significativa economia financeira aos parceiros e, claro, polui menos o meio ambiente. Além disso, prova que podemos gerar impacto com rentabilidade”, destaca Quaglio.
Outra frente de atuação está no mercado de capitais. O BV, por exemplo, já realizou mais de R$ 1 bilhão em captações ESG. Um exemplo foram as emissões de mais de R$ 750 milhões de Letras Financeiras (LFs) verdes, no BV, com lastro em projetos de energia solar. “Nossa mais recente novidade foi a emissão, pela primeira vez, de um CDB Green. A operação foi liquidada em R$ 10 milhões e é a segunda registrada no país nessa modalidade”, revela Quaglio. “E isso é só o começo, mas não temos dúvida que nossa agenda ESG pode e vai andar lado a lado com a geração de valor para o nosso negócio. Não são incongruentes.”
Outras frentes estratégicas
No social, o objetivo interno é elevar a diversidade dentro da empresa. “Há várias iniciativas em curso, como um programa de contratação de pessoas que se identificam com o gênero feminino, mães fora do mercado, pessoas negras e pessoas LGBTQIAP+”, revela Daniela Agostinho, coordenadora de Sustentabilidade do BV.
Externamente, o BV quer proporcionar maior inclusão social e faz isso por meio de diferentes projetos. “Destaque para a plataforma BV Esportes que dá suporte a 10 projetos sociais de atletas como: Instituto Ítalo Ferreira, Reação (Flávio Canto) e Instituto Hypolito (Diego Hypolito)”, conta Agostinho. No ambiental, um banco que já é “carbon free” – ou seja, já compensa 100% de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) – quer neutralizar até 2030 100% do CO2 emitido pela sua principal linha de negócio: o financiamento de veículos. “Desde 2021, já compensamos as emissões de mais de 930 mil carros, o que equivale à frota de Campinas”, finaliza Soares.

