Banco Mundial poderá destinar para Brasil parte de fundo contra pandemias

O chamado FIF (Financial Intermediary Fund) visa financiar projetos de países de renda baixa e média O Brasil é um dos países que poderá receber recursos de um novo fundo criado pelo Banco Mundial para melhor prevenir e responder às pandemias, que terá inicialmente US$ 1 bilhão de recursos.

Ao mesmo tempo em que os países continuam a batalha contra a covid-19, a necessidade de reforçar a segurança sanitária se impos na agenda dos governos globalmente. O chamado FIF (Financial Intermediary Fund) visa financiar projetos de países de renda baixa e média.

“O Brasil, por sua capacidade técnica e científica, qualifica-se para receber os recursos, estamos trabalhando para isso”, afirma Erivaldo Gomes, diretor executivo pelo Brasil no Banco Mundial. “A participação do Ministério da Saúde e de instituições como a Fiocruz, o Instituto Butantan e outras instituições de excelência que temos é essencial.”

Para o dirigente, parcerias entre instituições e empresas brasileiras com pares internacionais reconhecidos podem ser catalisadoras de projetos apoiados pelo fundo. “O objetivo é justamente estar melhor preparados para futuras pandemias”, disse Gomes. O Brasil defende a inclusão de doenças tropicais que afetam os países em desenvolvimento, e não somente doenças que podem alcançar os países de economia avançada.

Os compromissos dos países contribuintes somam um valor inicial de pelo menos US$ 1 bilhão para o fundo. Mas a ideia é que o mecanismo receba recursos também do setor privado e de fundações, como a Fundação Gates.

O Brasil defende que a governança do fundo tenha a participação não somente dos doadores, mas também dos recebedores. Os detalhes serão fechados até outubro ou no máximo na Cúpula do G20, em novembro na Indonésia.

Márcia Foletto/Agência O Globo

Share