Banco UBS prevê imunização coletiva e ‘volta ao normal’ em setembro no Brasil

Instituição financeira considera uma imunidade de rebanho, com 85% dos adultos acima de 30 anos vacinados com a primeira dose no fim de agosto O banco UBS acredita que por causa do avanço da vacinação o país alcançará a imunidade coletiva contra a covid-19 e uma “volta ao normal” em termos econômicos entre o fim de agosto e o início de setembro.

“Com a vacinação ocorrendo dentro das nossas previsões e a forte aderência das pessoas às vacinas observada até agora, acreditamos que uma efetiva imunidade de rebanho pode ser alcançada no fim de agosto. Assim, podemos ter um comportamento econômico normal em setembro”, escrevem o economista-chefe, Alexandre de Ázara, e o economista Fabio Ramos, em relatório do banco divulgado hoje.

Ontem, economistas do Credit Suisse também afirmaram em relatório que a queda dos indicadores da pandemia – casos, hospitalizações e mortes – permite que o país veja uma luz no fim do túnel.

O UBS considera uma imunidade de rebanho com 85% dos adultos acima de 30 anos vacinados com a primeira dose no fim de agosto e 83% desse público coberto com a segunda dose em setembro.

Para os economistas do UBS, há fortes evidências de que o avanço na vacinação com a primeira dose é um dos grandes determinantes na redução de hospitalizações e de mortes pela doença. Segundo eles, a análise dos dados do Ministério da Saúde permitem concluir que quando a cobertura da primeira dose está próxima a 85% em determinada faixa etária o número de admissões em UTIs e mortes caem de forma significativa, o que já foi observado nas faixas acima de 60 anos.

E um estudo do Departamento de Saúde Pública da Inglaterra aponta queda de 78% nas hospitalizações com uma primeira dose de qualquer vacina e redução de 92% nos casos severos de covid-19 com a segunda dose.

Além disso, a adesão à vacina tem sido muito alta no Brasil até agora, avaliam: 92% dos brasileiros com mais de 60 anos tomaram a primeira injeção e 59% tomaram a segunda. Na faixa acima de 80 anos, esses percentuais são de 98% e 90%, respectivamente. Na faixa de 40 a 59 anos, pelo menos 90% terão tomado a primeira dose em julho. Se tudo ocorrer dentro do previsto, 88% da faixa entre 20 e 29 anos estará vacinada com a primeira dose ao fim de setembro.

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“Meses atrás, alcançar números tão altos seria considerado muito otimista. Mas os resultados têm sido impressionantes”, dizem os economistas. Eles estimam 38 milhões de doses aplicadas em julho e 46,5 milhões em agosto.

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