Bancos avaliam que investimentos em tecnologia são respostas às expectativas dos clientes

Orçamento dos bancos voltado a essa área deve bater recorde este ano Recente pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre tecnologia bancária, realizada pela Deloitte, mostrou que o orçamento dos bancos voltado a essa área deve bater recorde este ano. Nesta quinta-feira, durante a Febraban Tech, representantes das instituições financeiras afirmam que essa estratégia faz parte de respostas das empresas às expectativas dos próprios clientes.

Segundo a pesquisa, o orçamento total dos bancos brasileiros destinados à tecnologia, englobando despesas e investimentos, deverá atingir, em 2022, R$ 35,5 bilhões, um avanço de 18% em relação ao do ano passado, que somou R$ 30,1 bilhões.

A pesquisa identificou que segurança cibernética, por exemplo, é o que mais vai continuar sendo expandido pelas instituições em 2022. No ano passado, por exemplo, os bancos investiram R$ 5,7 milhões em treinamentos para pessoas em segurança cibernética, um incremento de 138% em relação ao ano anterior.

Rodrigo Mulinari, diretor de tecnologia do Banco do Brasil, afirmou nesta quinta-feira no evento que os principais investimentos são direcionados à inteligência artificial, segurança e cloud.

A inteligência artificial interfere em todas as áreas do banco, desde o relacionamento com o cliente, automação e a própria segurança. Devemos continuar com esse investimento forte pela possibilidade que tem, afirmou.

Com cloud, os bancos visam a facilidade de integração, escala e atendimento, completou o diretor do BB. Em relação aos investimentos em segurança, ele falou que se trata da fortaleza dos bancos.

Estevão Lazanha, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, disse que as tecnologias são as respostas às expectativas manifestadas pelos clientes.

Dados são um ativo enorme que o setor possui, e o nível de interação das pessoas com o segmento é altíssimo. Um dos principais desafios é utilizar dados estruturados e dados em outras interações, retornando valor ao cliente, disse.

Mulinari, do BB, diz ver espaço para o investimento até ultrapassar os valores previstos na pesquisa da Deloitte. Para ele, há três eixos que demandam esse aumento: regulatório, com iniciativas como o Pix, open banking e open finance, o comportamento do cliente, que cada vez mais usa canais digitais e, por último, o amadurecimento das tecnologias, como 5G, IoT (Internet das Coisas), blockchain e inteligência artificial.

A pesquisa da Deloitte também mostrou que 70% das transações bancárias estão nos canais digitais. O canal mobile já ultrapassou o patamar de 50% das transações.

O crescimento no volume total de transações se dá por meio da transação financeira, puxado principalmente pelo Pix, explicou Sergio Biagini, sócio da área de Consultoria da Deloitte e especialista em Serviços Financeiros.

O levantamento revelou ainda que, para 78% dos bancos, a análise e a exploração de dados obtidos via open finance também são uma prioridade para a instituição financeira. Essa pesquisa foi dividida em três partes e divulgada ao longo dos últimos meses.

Share