BB: Investimento na Bitfy é ‘acanhado’ e não significa necessariamente entrada em criptoativos
Aporte faz parte do programa de corporate venture capital do BB, que tem um volume total de R$ 260 milhões O presidente do BB, Fausto Ribeiro, afirmou que o investimento na fintech de cripto ativos Bitfy, anunciado ontem, ajudará o banco a acompanhar grandes tendências do mercado. “Não necessariamente vamos operar com eles em criptoativos no futuro”, afirmou, durante entrevista sobre os resultados do terceiro trimestre.
Ribeiro comentou ainda que o investimento faz parte do programa de corporate venture capital do BB, que tem um volume total de R$ 260 milhões.
“É um dos programas mais acanhados entre os grandes bancos”, comentou ao ser questionado se fazia sentido investir em um segmento que ainda não é regulado no Brasil e que passa por um momento turbulento nos últimos dias, com a quebra de grandes empresas.
O BB não revelou o tamanho do aporte na Bitfy, que é o primeiro realizado por meio do BB Impacto ASG, fundo que, sob gestão da VOX Capital, está orientado para a geração de impacto positivo. O banco lembra que as soluções da startup podem ser utilizadas, por exemplo, em campanhas que utilizam NFTs e tokenização de ativos, o que inclui produtos do BB.
Por parte do banco, o investimento visa otimizar as aplicações e sistemas internos da instituição, desenvolvendo soluções mais eficientes para democratizar o acesso a produtos financeiros, como pagamento e crédito, e não financeiros, como ativos agrícolas e carbono. Clientes pessoas físicas e jurídicas serão beneficiadas.
“O BB acredita que a tendência de tokenização ampliará opções de investimento e adicionará fontes interessantes de financiamento para empresas. Por este motivo, buscamos o investimento estratégico na Bitfy, para acelerar o desenvolvimento de soluções neste sentido”, disse Ribeiro em nota divulgada anteriormente.
Fundada em 2017 por Lucas Schoch, a Bitfy possui entre os investidores a Borderless Capital, Algorand Capital e Dash Investment Foundation, especializados no mercado blockchain. “Agora que selamos essa parceria estratégica, Bitfy e Banco do Brasil, iremos impulsionar a adoção da nova economia DeFi [finanças descentralizadas], desenvolvendo a infraestrutura necessária para ampliar a autonomia e democratizar a utilização e acesso ao ecossistema de ativos digitais em todo o Brasil”, comenta Schoch, que também é o CEO da Bitfy.

